sexta-feira, 24 julho, 2026
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Carlos Decotelli, Flávio Bolsonaro e ministro Celso de Mello, do STF

1- DE NOVO NAS MÃOS DE MORAES

O Tribunal Superior Eleitoral retoma nesta terça-feira, 30, o julgamento de uma ação que pede a cassação da chapa Jair Bolsonaro-Hamilton Mourão. A sessão pode resultar no aprofundamento de investigações sobre ataques hackers supostamente em benefício da dupla durante as eleições de 2018 ou mandar o caso direto para o arquivo da corte. Nas mãos do ministro Alexandre de Moraes, que conduz investigações sobre temas semelhantes no STF, está o voto que pode formar maioria para pedir mais diligências ou empatar o placar, ao lado de ministros que já se manifestaram a favor do arquivamento da ação.

 

2- DE NOVO NAS MÃOS DE CELSO

Responsável por decisões que desagradaram o Palácio do Planalto, o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, é relator da ação ajuizada pela Rede Sustentabilidade que pede a devolução à primeira instância da investigação sobre a prática de rachid no gabinete de Flávio Bolsonaro à época em que ele ocupava o posto de deputado estadual. Na última semana, a 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro deu foro privilegiado para o senador e mandou o caso para o Órgão Especial da corte, responsável por julgar casos de deputados estaduais e prefeitos.

 

3- PEDIDO DE SUSPEIÇÃO

Os advogados de Flávio Bolsonaro, do Republicanos, pediram a suspeição do juiz Flávio Itabaiana no âmbito de um inquérito que apura lavagem de dinheiro e falsidade ideológica eleitoral nas eleições de 2014 e de 2016. Nos pleitos, o filho 01 de Jair Bolsonaro conquistou a vaga de deputado estadual e foi derrotado na corrida pela prefeitura do Rio, respectivamente. Com atuação na área eleitoral, o magistrado também é responsável por decisões que atingiram Flávio na Justiça Estadual do Rio, nas investigações do caso Queiroz.

Partiu de Itabaiana a ordem para prender Fabrício Queiroz na semana passada, além da quebra do sigilo de 95 pessoas físicas e jurídicas ligadas ao gabinete de Flávio. O juiz também já determinou buscas e apreensões em endereços de Queiroz e da ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro, Ana Cristina Valle.

 

4- AS EXPLICAÇÕES DE DECOTELLI

Novo titular do Ministério da Educação, Carlos Decotelli, deu explicações sobre a longa lista de inconsistências em seu currículo nesta segunda-feira, 29. Após reunião com o presidente Jair Bolsonaro, o oficial da reserva da Marinha assegurou que continua ministro. Desde a última semana, diversos pontos da formação acadêmica do sucessor de Abraham Weintraub foram contestados. Na sexta-feira, 26, o reitor da Universidade Nacional de Rosário, Franco Bartolacci, esclareceu que Decotelli não tem doutorado em Administração, como o chefe do MEC havia declarado.

Cinco dias depois de ser nomeado o ministro da Educação, Carlos Alberto Decotelli, entregou sua carta de demissão ao presidente Jair Bolsonaro.

(Revista Crusoe)

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