O sucateado hospital, sob recuperação judicial, e com vários processos de penhora, será administrado pelo braço leigo da congregação dos Padres Camilianos, hoje controlador da Santa Casa de Curitiba. Médicos e enfermeiros querem que a Prefeitura pague seus direitos, reconhecidos pela justiça.

O que poderia ser classificado como medida, enfim, correta, para equipar a cidade de leitos para combater o covid- 19, pode acabar gerando outros problemas.
Entenda: no final da manhã desta quarta, 24, o alcaide Rafael Valdomiro Greca de Macedo resolveu ampliar o número de leitos de UTI, e comuns, para combate da pandemia. E mandou anunciar que a Prefeitura admite quadros humanos para o hospital.
Estranhamente escolheu assumir o que resta do destroçado Hospital de Medicina e Cirurgia do Paraná, localizado na Rua Amintas de Barros para a partir de 15 de julho.
“POÇO DE ENCRENCAS”
A decisão poderia ser até aplaudida, embora talvez tardiamente, já que aumentam agora exponencialmente os casos de covid-19.
O mais preocupante, segundo observou no final da tarde à coluna um informante de dona Matilde da Luz – um médico da Saúde do Município – “está no fato de o Hospital de José Lazzarotto de Mello ser um poço de encrencas, todo sucateado,com ações judiciais várias, de trabalhistas e fiscais. Além de estar sob recuperação judicial”.
CUSTARÁ R$ MILHÕES
O custo para colocar o espaço em funcionamento “será milionário”, adverte o mesmo clínico. Faltam camas e o essencial de um hospital.
Nessa engenharia que só Greca de Macedo e seu staff de auxiliares poderiam montar, a Prefeitura vincularia esse “hospítal de campanha” ao Hospital Clínica de Fraturas Rua XV, que é do mesmo dono, o controvertido cirurgião bariátrico José Lazzarotto de Mello – ano passado, por 2 vezes suspenso do CRM do PR e CRM de São Paulo.
Esse Lazzarotto de Mello foi quem me ameaçou de processo e outras coisas, quando contei, meses atrás, a situação real do sucateado HMCP.
DIREITOS TRABALHISTAS
À parte o controvertido Lazzarotto de Mello, aquilo que ameaça vir pela frente deve acabar mesmo no colo do Município: o Sindicato dos Médicos do Paraná, SIMEPAR, e sindicatos de enfermeiros estudam entrar urgentemente na justiça, assim se prevenindo: querem que os pagamentos que Greca fizer ao dono do Medicina e Cirurgia seja encaminhado para pagar direitos trabalhistas milionários.
Afinal, a CLT prevê que dívidas trabalhistas devem ter quitação prioritária, não é, senhor alcaide?
Esse Lazzaroto de Mello foi quem me ameaçou de processo e outras coisas, quando contei, meses atrás, a situação real do sucateado HMCP.
