sexta-feira, 24 julho, 2026
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NACIONAIS: O LONGA-MANUS

 

Frederik Wassef e Abraham Weintraub

Suspeito de articular um plano para esconder Fabrício Queiroz, o advogado Frederick Wassef, que representa a família Bolsonaro, tem um longa-manus na defesa do ex-assessor do filho 01 do presidente da República. Trata-se de um advogado de Atibaia que chegou, inclusive, a auxiliar uma testemunha sob suspeita de ter combinado seu depoimento com o próprio Queiroz para obstruir as investigações. Edevaldo de Oliveira, que alega ser “correspondente” de Wassef em Atibaia, é também um elo entre o dono da casa onde Queiroz foi encontrado e outro personagem relevante da história: o advogado Paulo Emílio Catta Pretta, que assumiu recentemente a defesa do ex-assessor de Flávio Bolsonaro. Antes de virar advogado de Queiroz, Catta Pretta defendeu o miliciano Adriano da Nóbrega, morto em fevereiro durante um confronto com a polícia na Bahia.

 

  1. A HORA DA ASFIXIA

A divulgação da decisão que autorizou a operação contra os organizadores e financiadores dos atos antidemocráticos, no dia 27 de maio, pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, revelou quem são os agentes da rede bolsonarista que estão na mira da Procuradoria-Geral da República e como a PGR pretende asfixiar o grupo.

 

  1. WEINTRAUB NA MIRA

O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União pediu nesta segunda-feira, 22, que a corte investigue a viagem do ex-ministro da Educação Abraham Weintraub aos Estados Unidos. O subprocurador Lucas Furtado propõe uma apuração sobre o uso do passaporte diplomático. O documento isentou Weintraub de passar pela Imigração e o colocou entre as exceções da norma que proíbe a entrada de brasileiros no país norte-americano devido à pandemia do novo coronavírus. De acordo com Furtado, há indícios de desvio de finalidade no uso do passaporte, uma vez que Weintraub não viajou a serviço do Estado brasileiro e já havia anunciado a saída do Ministério da Educação.

 

  1. MECIAS 7X0 JUCÁ

O Tribunal Regional Eleitoral de Roraima decidiu, por unanimidade, julgar improcedente uma ação do ex-senador Romero Jucá, do MDB, que pedia a impugnação do mandato do senador Mecias de Jesus, do PRB, que o derrotou nas eleições de 2018. Se a ação fosse julgada procedente, novas eleições para senador ocorreriam no estado, o que abriria a possibilidade de o emedebista recuperar a cadeira de senador, que ocupou entre 1995 e 2019. No entanto, por um acachapante placar de 7 a 0, a tentativa foi frustrada.

(Revista Crusoé)

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