Em longa manifestação, ex-secretário de Justiça detalha como o prefeito faltou com a verdade ao dizer que Curitiba estava preparada para enfrentar a pandemia. Mortes aumentam e ônibus estão superlotados e “mortíferos”

O desabafo de Ney Leprevost, hoje, 18, em suas redes sociais, sobre o desinteresse com que Rafael Greca de Macedo cuidou de preparar Curitiba para enfrentar o coronavírus, não contém mentiras. Nem é exagero de um político acima de suspeitas; só apenas amplia a credibilidade do ex-secretário de Justiça que continua candidatíssimo a prefeito da cidade.
Observo: a postulação não lhe retira credibilidade, até aumenta seu compromisso com a cidade.

QUEM AMA CURITIBA?
Assim, enxergo que o ponto chave da denúncia/desabafo de Ney está na frase final do texto que postou: “Quem ama Curitiba de verdade cuida de sua gente”.
E Rafael Valdomiro Greca de \Macedo diz que ama muito Curitiba, às vezes até com lágrimas abundantes. Quase sempre de forma teatral, uma especialidade do alcaide. É seu mantra. Algo que me lembra um dogma de Goelbes, o marquetólogo de Hitler: “Repita a mentira, repita muito, e assim ela ganhará foros de verdade…”
O mantra agora caiu no colo do prefeito Rafael Valdomiro Greca de Macedo, que nunca falou a verdade (mentiu, em bom português) desde quando o coronavírus começou a despontar em Curitiba, em março.

INVERDADES DO MARKETING
Greca alardeou pelo seu sistema de propaganda e marketing – com uma afiada assessoria de imprensa à frente -, que Curitiba teria pelo menos mil leitos de UTI para acolher a quem fosse infectado pela covid-19.
Enorme mentira. A palavra da secretária Huçulak a desmente.
Desta forma, embalado pelo som de seus discursos gongóricos e altissonantes (ou barrocos, como queiram), o alcaide continuou exibindo suas obras “fantásticas”, concentradas na inexplicável entrega de R$ 200 milhões às empresas de ônibus, e à fúria do asfalto, um caríssimo empreendimento que endividará a cidade por muitos anos. Isso sem falar em obras que entregou a empresários enrascados na Lava Jato, lembram?
APENAS DUZENTOS
Repito: na semana, a diligente Márcia Huçulak, secretária Municipal de Saúde, ajudou a desmontar a mentira, ao garantir, em entrevista, que Curitiba tem apenas 200 leitos para as vítimas do COVID-19. A cidade, note-se tem quase dois milhões de habitantes, sem contar sua região Metropolitana, com mais um milhão de habitantes…, extremamente dependente da Capital na área de saúde.
TUDO PELA FROTA
O que impressiona é que Rafael Valdomiro Greca de Macedo, que se autointitula “inteligente e culto”, tenha brincado com a sua própria armadilha, não “prevendo” que suas promessas seriam facilmente desmentidas pelas próprias redes sociais em que postou sua cantilena.
Nisso foi mal assessorado por duas de suas mais eficientes “tendas”, – a Digital e a Jurídica, as quais mantém à custa de altas salários pagos pelo contribuinte (o nosso rico dinheirinho, pois).

COVID IMPLACÁVEL
Enquanto a covid-19 instala-se fortemente em Curitiba, triplicando o número de infectados (em 3 dias, por exemplo), o alcaide foi fazendo suas habituais mesuras e reverências aos donos dos ônibus: permitiu, sem contestações, que a frota encolhesse. Isto porque menos ônibus circulando significa menos custos/gastos dos senhores dos ônibus. Tudo sob o olhar complacente de uma Câmara Municipal que não se emenda em docilidades ao prefeito, a quem só diz “yes”. Afinal, se comportou, faça-se justiça, em relação a quase todos os ex-prefeitos, desde o século passado.
ÔNIBUS FUNERÁRIOS
Menos ônibus circulando, em meio ao abre e fecha do comércio e atividades diversas (outra “característica” da instabilidade do prefeito), significa menos gastos. E, lamentavelmente, significa – está provado – mais mortes, com uma grande parte da população curitibana, sobretudo a mais pobre, utilizando o transporte coletivo em ônibus cheios.
Ônibus lotados, impossível distanciamento…
CURITIBA “HIPNOTIZADA”
O discurso de Ney Leprevost é mais um impecável sinal de alerta e convite a Curitiba para que não se deixe mesmerizar por homens públicos que só pensam em seu futuro.
O de Greca está seguro: ele vai preparando-o com toda segurança, especialmente na Chácara São Rafael, em Laranjeiras, Piraquara, de onde o prefeito de Curitiba faz seus malabarismos mágicos para perpetuar-se no cargo.
Só que agora, começa a ficar sob estrita vigilância do eleitorado que começa a cobrar=lhe uma dívida impagável: as vidas humanas com as quais tratou como mais uma distração de seu universo burlesco e dominado por ‘ademanes’ e expressões gongóricas. E, não raras vezes, com faniquitos inapropriados a uma autoridade.
Por último: Além de vidas, há quebradeiras de empresas curitibanas que, de alguma forma, também entrarão nessa contabilidade macabra já na biografia do alcaide.
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ONDE ESTÃO OS MIL LEITOS?
(Do Blog do Tupan)
O deputado federal e pré-candidato à Prefeitura de Curitiba fez um desabafo nas redes sociais sobre a falta de habilidade do prefeito de Curitiba em preparar a cidade para enfrentar a pandemia de coronavírus e de defender apenas os empresários do transporte coletivo, o que deve gerar mais óbitos.
O comentário é o seguinte:
ÔNIBUS A MENOS, MAIS MORTES
Até a semana passada o prefeito Rafael Greca não havia aumentado a frota de ônibus em Curitiba. Pelo contrário, a diminuiu. Mesmo sabendo que a curva do covid-19 estava aumentando, foi movido pela ganância que pauta suas relações com os empresários do transporte coletivo. Para eles não é bom negócio ter vários ônibus circulando vazios. Greca não quis desagradá-los. Pior, resolveu fazer um afago aprovando um pacote milionário que agora está sendo investigado pelo Ministério Público. Com os ônibus lotados, o vírus se espalhou. De terça-feira para quarta-feira, 11 pessoas morreram na Grande Curitiba.
TRANSPARÊNCIA?
Ainda mais grave é a falta de transparência da prefeitura. Greca dizia que tinha mais de mil leitos de UTI disponíveis. Da noite para o dia, os leitos desapareceram. Agora sua secretária de saúde diz que são pouco mais de 200, quase todos lotados. Mais gente vai perder a vida, muitas empresas estão quebrando e milhares estão ficando desempregados.
UM CRIME
Em um país mais evoluído, o prefeito seria responsabilizado cível e criminalmente. Ele empurrou a cidade para o caos. Curitiba continua linda como sempre, mas está triste. Ver nossa gente assim, dói muito na minha alma. Vamos precisar de mudanças e teremos um imenso trabalho para reparar o mal que Greca está fazendo. Enquanto isto não acontece, se protejam e ajudem o próximo.
Quem ama Curitiba de verdade, cuida da sua gente.
Que Deus abençoe a todos!
#NeyLeprevost”
