
O mundo da política paranaense também tem dinamismos insuspeitados. Essa realidade não é privilégio da política nacional.
Quem diria, por exemplo, semanas atrás, que o jornalista Gilmar Piolla – um dos melhores quadros da Binacional Itaipu, onde é superintendente de Comunicação – iria se desligar do PT? Pois ele não está mais nos quadros do Partido dos Trabalhadores, embora continue um dos mais fiéis escudeiros de Jorge Samek, o diretor geral da Binacional Itaipu.

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Piolla não esconde: deixou o partido que sempre foi seu “do coração”, (e depois, de fato), por uma razão que ele considera “sem mistérios” e “por coerência”: não seria possível ver quadros do PT da cidade engrossando as fileiras de apoio ao prefeito de Foz do Iguaçu, Reni Pereira, tucano, registra.
E a maioria desses petistas que aderiram a Reni são, curiosamente, empregados na Binacional.
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Piolla é profissional com história consolidada no serviço público. Mas tanto quanto atuar na Itaipu, ele foi ganhando, ao longo dos anos, posições que o projetaram como forte liderança em Foz do Iguaçu.
Hoje atua fortemente em áreas como a turística, defendendo, especialmente junto ao governo federal, obras vitais para Foz. Uma delas, que teve desde o começo suas digitais, foram as de ampliação do aeroporto da cidade.
“Não sei e quando concorrei a cargo eleito”, responde-me Gilmar Piolla.
Para ele há apenas uma certeza: continuará atuando em organismos multilaterais envolvidos com a promoção da cidade.
E a lista de presença de Piolla nesses organismos, em alguns deles como dirigente, é ampla.
