domingo, 22 fevereiro, 2026
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Fachin e Clève, vítimas de uma política de “primatas”

Clémerson Clève e Luiz Edson Fachin
Clémerson Clève e Luiz Edson Fachin

O Paraná poderá ser um dos maiores prejudicados com a declarada encrenca – peleia, para dizer melhor – entre a presidente Dilma Rousseff e os presidentes do Senado, Renan Calheiros, e da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. Isso porque, pela primeira vez, na vida real e não no mundo onírico que por muitas vezes nos persegue quando procuramos valorizar nossos quadros para posição nacionais, dois paranaenses estiveram realmente cotados para serem indicados para uma vaga (de Joaquim Barbosa) no STF.

2 – CONSTITUCIONALISTA

Clemerson Clève, sabida e reconhecidamente um dos mais acatados constitucionalistas do país – fundador e diretor da UNIBRASIL -, e Luiz Fachin, professor da UFPR, apareceram ao longo dos últimos meses no universo de reais possibilidades de – um deles – assumir o STF.

Agora, as chances de escolha dos dois parecem coisas de um remoto passado. Tudo por conta de claros vetos que o onipotente Renan Calheiros (PMDB) vem opondo a nomes que estariam no rol de prováveis candidatos de Dilma para o STF.

No caso de Fachin, ele foi claro, em recente entrevista ao jornalista Fernando Rodrigues, em UOL: “É mais fácil chamar de volta o Joaquim Barbosa”, decretou. Há quem diga tê-lo ouvido assim também se referir a Clève.

3 – ALÉM DO PARANISMO

Não se trata de mera visão paranista fazer a defesa de nomes como Clève e Fachin: eles são realmente exemplares jurisconsultos que o Brasil da ciência do Direito acata. E acatados são igualmente no Supremo, onde, não raras vezes, ministros subsidiam seus votos com pareceres deles.

Talvez, garantem fontes da coluna, a solução seja mesmo um nome do STJ, pois Renan e Cunha não ousariam – diante até das dificuldades que enfrentarão no judiciário, como investigados pelo MPF na Lava Jato – a recusar alguém do Superior Tribunal de Justiça.

4 – GOVERNO REFÉM

Fachin vem há anos sendo apontado como “cotadíssimo para o STF”. Tem ‘torcida cativa’ no Brasil todo. E o mesmo acontece agora com Clève.

As chances dos dois são remotas, já que o Governo, deixando de ter fartas burras à disposição do mundo político, está refém de tipos primatas da política brasileira. A eles não interessa o país, mas cuidar de seu “circo de horrores”, de cujos malefícios nem o STF pode escapar.

E eles estão podendo muito no Brasil fragilizado de Dilma e seu PT.

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