domingo, 22 fevereiro, 2026
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“Lava Jockey”: mantida a destituição da diretoria

Na assembleia
Na assembleia

A crise no Jockey Club do Paraná prossegue, longe de ser resolvida. O desembargador Dalla Vecchia, do Tribunal de Justiça do Paraná, manteve a decisão judicial de primeira estância que nomeou o advogado Joaquim Rauli como interventor no JCP.

Numa extensa matéria sobre o tema, o jornalista especializado em turfe Luiz Renato Ribas aborda a questão, num amplo mergulho motivado agora pela assembleia geral do Jockey, dia 30 de março.

Eis o relato de Ribas (com tonalidades emotivas evidentes, mas pleno de informações), uma visão em que o cidadão acima de quaisquer suspeitas, amante do turfe, mergulha num assunto polêmico. E que ele domina nas suas muitas dimensões:

2 – NA ASSEMBLEIA

Mais de 160 associados do JCPR se reuniram em Assembleia Geral Extraordinária do Jockey Club do Paraná, dia 30 de março, convocada pelo presidente Cresus Aurelio Wagner Camargo, que postulava mais 9 nove meses no poder.

O Desembargador Fabio Dalla Vechia do Tribunal de Justiça, apreciando o agravo de instrumento interposto pela diretoria atual manteve a decisão do Juiz de Direito, da 24ª. Vara Cível, Marcos Vinicius da Rocha Loures Demchuk que nomeou o advogado Joaquim Rauli como interventor do Jockey Club que em ato contínuo, destituiu toda a diretoria responsabilizando-a, também, aos pagamentos de advogados contratados e, ali mesmo na Assembleia, pessoal e sonoramente demitidos.

3 – SÃO 1.089 PÁGINAS

O processo que envolve a diretoria afastada tem mais de cinco volumes, 1.089 páginas, com a relação nominal de 2.937 de pessoas “agraciadas”, por óbvios interesses eleitoreiros, com títulos a preço vil (R$ 70,00 cada) e sequer pagos cujo valor total de R$ 205.590,00 foi dado à causa ajuizada, por José Cid Campêlo Filho, advogado da chapa de oposição “Reconstruir”.

Quanto ao recadastramento dos sócios, é praticamente inevitável a sumária desqualificação de milhares de títulos grosseiramente falsificados, com reproduções de um presidente falecido e do secretário que o substituiu em março de 2014, dos quais três títulos suspeitos de fraude e devidamente identificados, foram anexados como peças de denúncia no auto de exibição e apreensão, BO 2015/280158, em 14 de março na Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas, lavrado pelo Delegado Wallace de Oliveira Brito.

4 – O RECADASTRAMENTO

O novo Presidente do Jockey, o interventor Joaquim Rauli, homem sério de grande conceito jurídico, com a incumbência prioritária do recadastramento do quadro social a fim de agilizar a convocação, no mais breve tempo, das eleições para o triênio 2015-2018 exercerá o seu amplo poder estatutário e cível de superintender a administração, admitindo, licenciando, demitindo, delegando poderes de representação como mandatário máximo e único.

5 – AS CAIXAS PRETAS

Enfim são tantas as maracutaias, desses últimos 9 nove anos presidenciais do Jockey Club, que será inevitável a abertura das caixas pretas – pelo interventor ou pela nova diretoria eleita – de uma entidade há quase um ano impedida de realizar corridas em seu hipódromo, por determinação do Ministério da Agricultura, face autos de infração em andamento naquele órgão federal.

Suspeita-se, também, que alguns pseudo diretores, não dirigiam o Jockey mas sim uma “empresa particular” com sede e mordomia gratuitas como parceiros, diretos ou indiretos, nos diversos eventos comerciais explorados no Tarumã pelos concessionários do espaço junto à entidade além da venda de áreas tombadas pelo Patrimônio Cultural do Estado, mediante documentação falsificada e denunciada pelo promotor Sergio Luiz Cordoni à Delegacia do Meio Ambiente, cujo inquérito 104519/2013 tramita numa das varas criminais do Ahu. Essa área tombada, ofertada indevidamente por R$ 15 milhões aos atuais investidores do Shopping, teria sido negociada.

Em anexo o teor da decisão do Desembargador Fábio Dalla Vechia, sobre o agravo de instrumento que tentava impedir a intervenção judicial, deferida a favor da oposição.”

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