domingo, 22 fevereiro, 2026
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Sob intervenção, Jockey vive novo “round”

Sede do Jockey
Sede do Jockey
Paulo Irineo Pelanda
Paulo Irineo Pelanda

A antiga luta de muitos anos de Luiz Renato Ribas, turfista e jornalista, enfim, apresentou resultados práticos: na sexta-feira, 27, o juiz da 24 Vara Cível de Curitiba decretou intervenção judicial no Jockey Clube do Paraná, a pedido de Paulo Irineo Pelanda, candidato à presidente do JCP.

A medida decorre do cancelamento das eleições da JCP do dia 14 de março.

A coluna tem abrigado, ao longo dos anos, reclamações de Ribas. Por último, acolheu a versão da Assessoria de Imprensa do Jockey.

O resumo das últimas decisões vai contado a seguir por Ribas. Leia:

2 – PELANDA PEDIU

“O Poder Judiciário decretou hoje 27 (sexta) a intervenção judicial no Jockey Club do Paraná, a pedido do candidato a presidente Paulo Irineu Pelanda, em face do cancelamento das eleições para a escolha da nova diretoria do clube, suspensas pela Policia Civil, com o recolhimento das urnas, no último dia 14 de março, em razão do tumulto ocorrido, o qual teve origem na tentativa de pessoas votarem com títulos falsos.

José Cid Campelo Filho
José Cid Campelo Filho

A intervenção foi decretada, no final da tarde desta sexta, 27, pelo Juiz de Direito Marcus Vinícius da Rocha Loures Demchuk, da 24ª Vara Cível de Curitiba, na ação de intervenção assinada pelo advogado José Cid Campêlo Filho, a qual começou a vigorar a partir de ontem, segunda-feira (30), com o afastamento de toda a administração do Jockey Club, cuja Assembleia convocada pela atual gestão para essa data, será presidida pelo interventor nomeado, cuja discussão, sob reforço policial para a manutenção da ordem, se limitará unicamente ao recadastramento eleitoral.”

3 – INTERVENTOR

E finaliza Ribas:

Joaquim José Grubhofer Rauli
Joaquim José Grubhofer Rauli

“O magistrado nomeou Joaquim José Grubhofer Rauli, como interventor, ao qual caberá apresentar sua equipe de trabalho, que deverá ser submetida à apreciação do juízo, assim como presidir assembleias e preparar as próximas eleições gerais do clube em prazo ainda não fixado, cujo novo mandato será trienal.

O descumprimento a esta ordem judicial, importará na multa (diária) de R$ 100 mil reais à entidade, presidida até ontem, 30, por Cresus Aurelio Wagner Camargo presidência que se extinguirá pouco antes da abertura da Assembleia Geral Extraordinária, cuja pretensa permanência no poder, por mais nove foi negada judicialmente.”

4 – REMEMORANDO

No dia 2 de março, a coluna recebeu e-mail enumerando antigas alegadas irregularidades no JCP.

Para que melhor o leitor avalie a nova situação, a leitura dos argumentos da mensagem de Luiz Renato Ribas, naquela data, é rica em detalhes.

A leitura ajuda a compreender os antecedentes do quadro de beligerância na Jockey. Leia:

“ELEIÇÕES, SOB O PERIGO DA MAGIA NEGRA

– Apesar dos editais irregulares do JCP, convocando as eleições para o dia 12 e depois mudando para o dia 14, essa será a data oficial do pleito: das 9 às 20h.

– Até o domingo, dia 1º.de março, apenas a chapa “Reconstruir” liderada pelo respeitado turfista, Paulo Pelanda, estava regimentalmente inscrita.

– Mas faixas, no hipódromo, anunciavam uma chapa concorrente, cujo slogan do candidato à presidência era confesso: “Este Já Mostrou Que Faz”.

– Já mostrou que faz mesmo. Em 2007, vendeu patrimônio do JCP com votos de 9 defuntos e 30 assinaturas falsificadas. Faz, mas não diz como.

– Há oito anos no poder esse grupo maléfico ao Jockey iludiu muita gente boa da diretoria por algum tempo, mas não por todo o tempo.

– Em 2014 houve a renúncia em massa de diretores, conselheiros e comissários para evitar aborrecimentos futuros com autarquias e polícia.

– Muitos deles, porém, foram coniventes com desvios de conduta imperdoáveis, endossando a doação de quase mil títulos de sócios, com fins eleitoreiros.

– A diretora Tereza Camargo, cansada de advertir o presidente sobre esses perigos, também se demitiu e hoje é voto declarado a oposição.”

5 – DÍVIDA DE R$ 20 MILHÕES

E finaliza o e-mail de Ribas:

– “Para ‘reconstruir’ é preciso haver harmonia de turfistas, criadores, proprietários e profissionais, banindo ações de notórios aventureiros.

– Com o atual grupo situacionista as chances da volta das corridas e, até mesmo, o Shopping sair do chão, infelizmente, seriam remotas.

– Mais de R$ 20 milhões em dívidas; Vila Hípica abandonada, sem adequação aos resíduos sólidos, líquidos e hospitalares, exigência sanitária indispensável.

– Cavalariços, jóqueis e aprendizes de jóqueis sobrevivendo sem nenhuma segurança de trabalho. Humanamente imperdoável.

– É inadmissível também a utilização há anos da perigosa cerca de madeira, ao invés de PVC, constituindo risco de vida de morte a jóqueis e cavalos.

– É preciso redefinir o modelo de controle da sanidade animal e assistência veterinária, plataforma do candidato Paulo Pelanda.

– Diante de tantas dificuldades, há de se levantar as mãos para o céu quando grupos bem intencionados se candidatam à ‘Reconstrução’ do JCP.”

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