Há evidências – e porque não dizer prova? – de a comunicação social sempre paga o pato pelas dificuldades dos governos.
Um velho político, antiga raposa da política estadual, disse certa vez, em entrevista para mim, Celso Nascimento e Maí Nascimento, no jornal Voz do Paraná, que a “comunicação é o hímen complacente dos políticos”. Assim, volta e meia acontece no Brasil, não sendo Paraná exceção.
Quer dizer; na comunicação cabem todas as desventuras de governos.
MUDANÇAS (2)
Ontem, por exemplo, Marcelo Cattani, um bom profissional da comunicação, caiu de sua pasta no Iguaçu.
A favor de Cattani diga-se que ele fez um trabalho de boa formação da imagem do Governo, em quase cinco anos.
Para enfrentar o momento de crise, que não poupam o Estado, foi substituído pelo também jornalista Deonilson Roldo, que acumulará, por um tempo, o comando da Chefia de Gabinete de Richa.
Paulino Viapiana é dado como futuro sucessor de Cattani.
Espera-se que Deonilson, agora, e Paulino, depois, tenham o perfil conciliador e educado de Cattani, como quem Richa esteve bem até agora. E que o ajudou a ganhar as eleições de 2014.
Mesmo porque Deonilson e Viapiana sabem da transitoriedade da política.
