Resultado: enorme índice de mortes nos populosos bairros ultra ortodoxos
Yaakov Litzman, ministro da Saúde de Israel
Se os lobbies religiosos – particularmente dos evangélicos, porque a Igreja Católica está noutra linha de frente – incomodam muito no Brasil, que dizer, então, dos judeus ultra ortodoxos em Israel?
Israel, única democracia do Oriente Médio – é preciso que fique bem claro essa realidade -, enfrenta a barra pesada dos judeus ultra ortodoxos da linha haredim. Paga o preço das democracias.
Esses religiosos não são desimportantes no país de Bibi; representam pelo menos 20% da população, hoje. São números estimados pois eles não se deixam recensear. Não aceitam flexionar-se ao estado.
Flexionando-se ou não ao poder público (?) o grupo haredim barganha sua presença e seu apoio ao governo, tendo colocado lá seu ministro da Saúde.
O grupo religioso é o fiel da balança no governo israelense.
Sem a mínima formação na área de Saúde, Litzman, ministro e líder do partido Agudat Israel, negou-se a decretar medidas de confinamento, o que desgostou até seus correligionários. Embora, garantam fontes, o ministro esteve fazendo quarentena numa sinagoga.
De qualquer forma, sem acatar seu ministro da Saúde, mas ouvindo cientistas e a OMS, Israel contabiliza baixíssimos níveis de infecção pelo coronavírus. Lá o isolamento vai sendo cumprido.
No entanto, nos bairros de alta densidade populacional, dos haredim, em Jerusalém, a taxa de mortalidade pelo coronavírus é enorme.