sábado, 18 julho, 2026
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SINDICATO DIZ QUE MÉDICOS “ESTÃO INDO PARA A MORTE”, SEM PROTEÇÃO CONTRA O VÍRUS

Advertência tem endereços certos, como as Prefeituras de Curitiba, e a de Rio Branco, empregadoras do médico Jamal Bark, internado em UTI no Champagnat.

Médico Jamal Bark: vítima do vírus, sem proteção

Às 21h55 min, de quinta, 19, o blog Contraponto, dirigido pelo jornalista Walter Schmidt, anunciava que dois médicos de Curitiba estavam internados no Hospital Marcelino Champagnat, vítimas do coronavírus. O fato foi confirmado, nesta sexta, 20, pelo Sindicato dos Médicos de Curitiba, que avisa: “mandá-los assim, sem o equipamento EPI, para tratar de coronavírus, é mandá-los para a morte”.

“A falta de uma Unidade de Pronto Atendimento – UPA específica para atender suspeitos de coronavírus, a exemplo do que ocorreu na epidemia de H1N1 em Curitiba, já começa a fazer vítimas. Médicos que atendem nas UPAs estão sendo infectados e há inclusive internações em hospital”, assinalou Schmidt.

Um dos infectados internados, entubado no Champagnat, é o médico Jamal Bark, da UPA do Boqueirão, Curitiba, médico da Prefeitura da Capital, que também atua numa UBS de Rio Branco do Sul.

O SIMEPAR, Sindicato dos Médicos de Curitiba, divulgou a seguinte nota, em tom de incisiva advertência às autoridades:

 

“MANDAR PARA A MORTE”

SIMEPAR alerta sobre necessidade de equipamento de proteção:

Colocar profissionais de saúde para atender COVID-19 sem EPIs é mandá-los para a morte!

O Simepar tem recebido diversas queixas dos médicos das UPAs de Curitiba e da região Metropolitana quanto à falta ou inadequação dos EPIs que estão recebendo.

 

MÁSCARA É POUCO

Máscaras do tipo cirúrgicas não promovem a proteção necessária. Os profissionais de saúde não estão recebendo óculos de proteção e apenas o jaleco branco os deixa totalmente desprotegidos – expondo também suas famílias à contaminação pelo coronavírus.

 

MÉDICO NA UTI

Hoje tivemos notícia de que um médico estaria internado em estado grave na UTI, com sintomas de insuficiência respiratória compatíveis com infecção causada por coronavírus.

 

REPETE PORTUGAL

Esta situação repete o recém ocorrido em Portugal, onde 20% dos infectados pela COVID-19 são médicos, com mortalidade elevada. Não aceitaremos que esta estatística desastrosa se repita!

Foto de profissional médico com proteção: Falta EPI nas UPAs e UBS de Curitiba

FALTA SEGURANÇA

O Simepar exige que os equipamentos adequados sejam fornecidos e orienta os médicos a não atender pacientes com sintomas respiratórios sem estar adequadamente protegidos!!!

 

MEDIDAS JUDICIAIS

O Simepar deseja que o colega internado tenha boa evolução e que em breve possa ter alta, e solicita aos médicos que enviem fotografias e vídeos com os EPIs que receberam (ou a falta destes) para que possamos tomar as medidas judiciais adequadas. Expor trabalhadores a risco de vida sem os EPIs necessários é um crime.

UPA do Boqueirão: lá trabalhava Jamal Bark

FALTA UPA ESPECIAL

Médicos de Curitiba consideram que a falta de uma UPA específica para atender aos casos do vírus, aliada à falta de equipamentos de segurança para os profissionais, pode levar os casos a se multiplicarem rapidamente, já que os infectados transitam por toda cidade. Esses médicos estão questionando a falta de experiência da secretária municipal de Saúde, Márcia Huçulak, que é enfermeira, especialmente nessa área.

BRIGANDO POR SEGURANÇA

A Coluna recebeu, de médica que pede não seja identificada (medo de repressão por parte de seus chefes da Prefeitura de Curitiba) o curto e eloquente depoimento: “Eu trabalho na mesma UPA que o Dr. Jamal. Inclusive encontrei-o no início desta semana. Triste ler isso (estar ele entubado). Jamal trabalhou a semana toda sem EPI simplesmente porque não temos, não por erro dele. Estamos brigando por isso e exigindo segurança. Porém, enquanto isso, os pacientes precisam do nosso atendimento. Jamal é um excelente médico! Toca a emergência do Boqueirão há anos. Triste toda essa situação! Espero que ele saia dessa.” ?

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RESPONSABILIDADES DE QUEM

 

Só uma investigação completa poderá definir responsabilidades por médicos estarem atendendo pacientes com sintomas de coronavírus sem usarem, no entanto, os equipamentos de segurança requeridos para tais situações.

A Prefeitura de Rio Branco do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, de qualquer forma já se manifestou nesta sexta, 20, através de nota oficial. Diz que o médico Jamal utilizava todos os equipamentos de segurança no atendimento na UBS Central da cidade. Leia:

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“Prefeitura de Rio Branco do Sul

NOTA OFICIAL

 

Dr. Jamal Munir Bark, médico de nosso município, não se sentiu bem e foi encaminhado ao Hospital Marcelino Champagnat em Curitiba, onde se encontra internado, entubado em ala de isolamento, atendendo a procedimento padrão.

Testes para o coronavírus foram realizados, mas até o momento não saíram os resultados.

Dr. Jamal atendeu nesta terça-feira, na Unidade de Saúde Central.

Vale ressaltar que nesta ocasião fez uso de EPIs, equipamentos de proteção individual, máscara, luvas etc.

A Saúde Municipal orienta aqueles que tiveram contato com ele, para que procurem ficar em isolamento social, ou seja permaneçam em casa em contato com o menor número de pessoas possível.

Em casos de suspeita e sintomas Iniciais, NÃO PROCURE O HOSPITAL OU UNIDADES DE SAÚDE.

Entre em contato com um dos números abaixo para receber atendimento.

TELEFONES:

41 -3603-1097

41 -3350-9000

41 -99917-3500

0800 644 44 14”

 

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NOTA DA COLUNA:

EPI é o Equipamento de Proteção Individual. Trata-se de um conjunto de acessórios de proteção de acordo com o tipo de serviço e profissão exercida. Assim, ele varia de acordo com a atividade exercida.

No caso de pandemia, são vestuários, máscaras, luvas, calçados, etc. que devem proteger o profissional de contrair a doença.

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