
O presidente Jair Bolsonaro aposta todas as suas fichas no Senado para – segundo seus auxiliares – derrubar os projetos que ele próprio mandou ao Congresso e que garantem ao relator do Orçamento de 2020 o controle sobre o pagamento de até 19 bilhões de reais em emendas parlamentares. O otimismo de assessores de Bolsonaro guarda relação com as sinalizações de senadores de diversos partidos e de deputados bolsonaristas de que votarão contra as matérias. A maioria dos 20 integrantes do “Muda, Senado”, por exemplo, já deixou clara posição contra a proposta. Resta saber se Bolsonaro jogará mesmo contra projetos de autoria dele próprio ou se o jogo é para a plateia de novo.
- Desabou.
A Bolsa brasileira sofreu, nesta segunda-feira, 9, sua maior queda do século. Principal índice acionário do país, o Ibovespa despencou 12,17%. Trata-se do pior pregão desde 10 de setembro de 1998, quando o recuo foi de 15,82%, em período marcado pela crise financeira russa. Nesta sessão, o índice abriu em queda de 10,02% (88.178,33 pontos), o que levou ao acionamento do chamado circuit breaker às 10h30, resultando na suspensão do pregão, inicialmente, por 30 minutos. Foi a primeira vez que se tomou a medida desde o episódio conhecido como Joesley Day, em maio de 2017.
- Apesar de você.
Apesar da crise do petróleo, o presidente Jair Bolsonaro negou, nesta segunda-feira, 9, a possibilidade de o governo federal elevar a Cide, Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico, para manter o valor dos combustíveis e preservar a geração de receita da Petrobras. “O barril do petróleo caiu, em média, 30% (35 dólares o barril). A Petrobras continuará mantendo sua política de preços sem interferências. A tendência é que os preços caiam nas refinarias”, afirmou o chefe do Executivo, em sua conta oficial no Twitter.
- Plano “Io sto a casa”.
O primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, anunciou nesta segunda-feira, 9, em pronunciamento pela TV que a Itália inteira passou a ser considerada zona de risco para o novo coronavírus. Com isso as restrições de deslocamento que valiam apenas para províncias no norte italiano passam a ser adotadas em todo o país. A Itália passa, assim, a ser o primeiro país a restringir a livre circulação de pessoas em todo o território em razão da ameaça de contaminação pelo vírus. Com a medida, cerca de 60 milhões de pessoas ficaram na zona de isolamento.
Até o momento, os casos de contágio na Itália somam 9.172; o número de mortos alcança 463.
(site da revista Crusoé).
