sexta-feira, 17 julho, 2026
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MORTE: ARQUITETO AYRTON JOÃO CORNELSEN

Arquiteto Ayrton Lolô Cornelsen tinha 97 anos

O arquiteto paranaense Ayrton João Cornelsen, conhecido como Lolô Cornelsen, morreu na madrugada desta quinta-feira (5), em Curitiba. Ele tinha 97 anos, era um dos profissionais mais famosos do Paraná, e morreu no Hospital Vita depois de ter falência múltipla de órgãos.

O paranaense nasceu em Curitiba, em 07 de julho de 1922. Ele deixa quatro filhos, sete netos e sete bisnetos.

O corpo de Lolô foi enterrado por volta das 16h30, no Cemitério Luterano, no bairro Alto da Glória.

 

FERRYBOAT

Cornelsen participou de vários projetos importantes no Paraná como, por exemplo, a implantação do ferryboat que faz a travessia entre Guaratuba e Matinhos, no litoral, e a Rodovia do Café, entre muitos outros.

Ele também teve grande participação em obras esportivas como o Estádio Couto Pereira, em Curitiba, e o Autódromo Internacional de Curitiba, em Pinhais, na Região Metropolitana.

Na década de 40, Lolô Cornelsen também jogou e foi campeão estadual pelo Athletico Paranaense e desenhou o antigo símbolo do time, segundo Guilherme de Macedo.

 

NEY LEPREVOST

Em abril de 2014, Ayrton João Cornelsen recebeu, na Câmara de Vereadores, o título de cidadão honorário de Guaratuba. Na cerimônia o deputado estadual Ney Leprevost, hoje secretário da Justiça, Família e Trabalho do Estado do Paraná, destacou a ousadia, a criatividade e coragem de inovar, “que devem servir de espelho para todas as pessoas públicas”.

O arquiteto Ayrton Lolô Cornelsen recebeu o título de cidadão honorário da cidade de Guaratuba das mãos de Ney Leprevost (Foto: Rodrigo França)

ESPORTE

Lolô deixou um dos seus maiores legados no esporte, conforte o escritor, ao participar do projeto do Autódromo do Estoril, em Portugal, onde Ayrton Senna conquistou o primeiro título de campeão na Fórmula 1, na década de 80.

Além de Portugal, o arquiteto também atuou na África com projetos de autódromos e complexos turísticos, principalmente no ramo de hotelaria.

Em 1980, Lolô Cornelsen voltou ao Brasil com mais ideias inovadoras, mas muitas não saíram do papel.

Nos últimos anos, ele adorava pintar quadros e fazer esculturas, segundo Guilherme.

(Fontes: G1, Bem Paraná e Gazeta do Povo)

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