Prédio da Procuradoria do Município recém vendido ao TJPR
Importante órgão perdeu prédio próprio e Alcaide fica de olho em procuradores.
Prédio da Procuradoria do Município recém vendido ao TJPR
Jamais se proclame ser o prefeito Rafael Valdomiro Greca de Macedo um político acima de ressentimentos. Ele, pelo contrário – se pode até mascarar seu espírito de vinditas, em certos momentos -, sabe dar o troco em tempos devidos. Assim agiu, por exemplo, quando retirou do convívio de seu gabinete um comunicador, velho colaborador, e que participava das reuniões do chamado Núcleo, às segundas, aquele em que GG, Aranha Marrom e o Alcaide pontificam, ao lado de Jamur e outros notáveis do “staff”.
O moço foi despachado para uma distante secretaria, dizem que por “inspiração” de GG. E que só não perdeu o emprego porque a Aranha Marrom o apoiou. A velha senhora, 76 (nascida em 1943), mostrou, assim, para surpresa geral, que pode até ter manifestações de ‘compaixão’, como no caso citado.
FERRO E FOGO
Mas no caso da Procuradoria do Município, que reúne nata do funcionalismo concursado da municipalidade – salários entre R$ 25 e 40 mil, devido à chamada sucumbência -, o Alcaide foi implacável: na primeira oportunidade tratou de privar os procuradores do confortável e funcional edifício em que trabalhavam. Deu um jeito de vendê-lo ao TJPR. E os trata a pão e água, segundo todas as fontes da área.
“SOL NASCENTE”
E mais me contam informantes, como o faz dona Matilde da Luz: “o prefeito marcou perseguição cerrada contra alguns procuradores, aos quais quer ainda achar uma forma de penalizar.” Um dos alvos é um sansei, pessoa de absoluta integridade pessoal e profissional que, no entanto, cometeu o “pecado” de ter servido no Governo Fruet.
Mas além desse, a quem o Alcaide chama simplesmente de “Sol Nascente”, há outros listados procuradores para rigoroso acompanhamento da Inteligência da Prefeitura, sob o comando do coronel PMEP Zanata.
ELA FEZ A DENÚNCIA
Com certeza, um dos que poderiam ser objeto de perseguições do Alcaide, sob qualquer desculpa, seria a procuradora cujas e denúncias sobre a suposta apropriação de móveis da Fundação Cultural por Greca ela promoveu. Mas isso não ocorrerá: aquela senhora, de toda respeitável, resolveu selar um pacto de paz com o prefeito. Pelo menos no caso dos móveis.