Quarta-feira, 25, 19 horas. Imaginava que seria o primeiro a chegar à Livraria da Vila para a noite de autógrafos de Jaime Lerner.
Ledo engano: dezenas já estavam lá, esperando pelo autor do livro “Quem cria nasce todo o dia”, Travessa dos Editores (Fábio Campana), que logo em seguida teria sua segunda noite de lançamento.
Entrei na fila como qualquer mortal, sem prioridade por ser terceira idade.
Impressionou-me a quantidade de jovens, moças e rapazes predominando os da faixa dos 20 anos, universitários de muitas escolas de Curitiba.
Lerner exerce um fascínio sobre eles. Na verdade, fascina gente de todas as idades, amigos ou/e até adversários que não ficam imunes a seu carisma e, especialmente, sabem que estão diante de um pensador, um curitibano de projeção internacional. Isto ninguém pode contestar.
A fila vai acolhendo alguns nem tão jovens. Na saída, por exemplo, vou abraçar o agilíssimo octogenário Saul Raiz, ex-prefeito e parte do meu melhor inventário da Curitiba de sempre. Foi prefeito do nível de Lerner, excepcionalmente bom.
Jaime e Ilana, minutos depois de ter começado o evento, pedem que eu deixe a fila para receber o autógrafo. Obedeço.
A dedicatória com que o urbanista me contempla não poderia melhor atender a meu ego: chama-se de “professor, nosso guru”. E assina “com gratidão”.
Saio dali meditando, depois de breve papo em que Lerner me pede desculpas por não se levantar para o abraço.
E me indago: além de Jaime Lerner e Ney Braga quantos outros curitibanos já têm lugar assegurado na História do Brasil?
