quinta-feira, 16 julho, 2026
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ITAIPU PRODUZ ENERGIA PARA ILUMINAR TODO O PLANETA POR 43 DIAS

Vista dos condutos forçados. Foto: Rubens Fraulini.

A usina hidrelétrica de Itaipu chega, na próxima sexta-feira (14), aos 2,7 bilhões de megawatts-hora (MWh) de energia acumulada desde o início da operação, em maio de 1984. É uma marca histórica para o empreendimento binacional, líder mundial em geração de energia limpa e renovável, que reforça a importância estratégica da hidrelétrica para o desenvolvimento sustentável e a segurança energética do Brasil e do Paraguai.

Em 2023, quando o Tratado completará 50 anos e o anexo C, que trata das bases financeiras, será revisado, Itaipu provavelmente terá já cravado 3 bilhões de MWh de energia acumulada – índice que dificilmente outra usina no mundo conseguirá alcançar, nem mesmo aquelas que começaram a produzir antes da binacional.

A usina de Three Gorges (Três Gargantas, na China), por exemplo, a maior do mundo em potência instalada, considerando a média de produção dos últimos seis anos, alcançaria Itaipu apenas em 2347.

Quanto mais Itaipu produz, melhor para o consumidor, que paga menos pelo uso de energia limpa e renovável, e também para o governo, que precisa recorrer menos às termelétricas.

Resultados são positivos para a população, o governo e o meio ambiente. Foto: Alexandre Marchetti.

ESTRATÉGICA

Hoje, Itaipu é responsável por atender quase 15% do mercado brasileiro de energia elétrica, e 93% do Paraguai. Os 2,7 bilhões de MWh produzidos ao longo de 35 anos e nove meses de operação seriam suficientes para abastecer todo o planeta por 43 dias.

Também seria possível suprir o Brasil por cinco anos e nove meses; o Paraguai, por 190 anos; o Estado de São Paulo, por 20 anos; o Estado do Paraná, por 86 anos; a cidade de São Paulo, por 99 anos; a cidade do Rio de Janeiro, por 155 anos, ou outras 4.657 cidades com porte similar ao de Foz do Iguaçu, por um ano.

Além de toda essa energia produzida, Itaipu também se consolida por ter, hoje, os melhores índices de produtividade de todo o histórico. Ou seja, aproveita ao máximo a água que chega para gerar energia, evitando todo tipo de desperdício.

“É uma espécie de ‘caixa d’água’, um seguro. Uma poupança energética para atender a população brasileira e paraguaia e gerar todo tipo de riqueza e bem-estar”, diz o diretor-geral brasileiro de Itaipu, general Joaquim Silva e Luna.

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