
Do Blog do Tupan
A insistência de alguns partidos em lançar candidatos de esquerda da velha guarda pode levar a uma situação inusitada na próxima eleição de quatro de outubro: nenhum representante no segundo turno.
Hoje, as novas gerações veem o deputado estadual Goura (PDT) como a melhor indicação para enfrentar as forças de direita e centro, representados por pré-candidatos como Ney Leprevost (PSD), Fernando Francischini (PSL) e João Arruda (MDB), mas o PDT tende a apostar no ex-prefeito Gustavo Fruet, do qual os curitibanos tem uma péssima recordação administrando o Palácio 29 de Março, entre os anos de 2013 a 2016.
Outros carregadores da bandeira vermelha querem ser protagonistas: o PT deve lançar Mirian Gonçalves para tentar dividir os holofotes com Fruet, o PCdoB vai apostar em Camila Lanes que pode aparecer com uma nova liderança e ameaçar o destino político de Goura e o PSOL acredita em Professor Claudino para encontrar um caminho na capital paranaense.
Mas quem deseja mesmo dividir a esquerda após a humilhante derrota na eleição 2018 para Oriovisto Guimarães (Pode) e para Flávio Arns (Rede), é Roberto Requião (MDB).
Requião pensa entrar na corrida eleitoral para brecar a liderança de Arruda – com tendência de ocupar o espaço que um dia foi dele em Curitiba e no Paraná – lançando-se pré-candidato, com a finalidade de voltar a cena política em 2022, como opção a deputado federal, e para evitar o surgimento ou a confirmação de um novo líder de esquerda no Paraná.
