Por que não existe uma Feira do Livro de Curitiba? Algum leitor da coluna poderá dizer que o Sesc-PR promove uma feira todos os anos. Isso é correto. Outra leitora talvez lembre que há alguns anos acontece o Litercultura, evento ligado à literatura na capital paranaense.
Mas Curitiba precisa de uma feira que represente toda a efervescência que a cidade experimenta hoje. Além dos consagrados Dalton Trevisan e Paulo Leminski, Curitiba tem outros nomes que são respeitados em outras cidades: Cristovão Tezza, Jamil Snege, Manoel Carlos Karam, Roberto Gomes, Fábio Campana, Alice Ruiz, Otto Winck etc.
Por que não fazer uma feira do livro, no centro da cidade, a exemplo de Porto Alegre, que tem há meio século uma das mais importantes feiras do livro do país? O que falta? Articulação? Um empreendedor? Soma de forças? O que está impedindo? A capital do Paraná conta com editoras, como a Travessa dos Editores, a Arte & Letra, a Kafka, a Medusa, para nada dizer da editora do grupo Positivo, que poderia mostrar à toda comunidade o seu catálogo construído nos últimos anos. Quem souber a resposta, ou uma resposta, pode enviar uma mensagem para a coluna: Por que não existe uma Feira do Livro de Curitiba?
