
Carlos Alberto Pessoa, uma das últimas memórias vivas da imprensa do Paraná – gente que viu quase de tudo no Estado, nos últimos 60 anos, a partir de redações – está justamente irado: pede que se restaure a memória de Moisés Lupion.
Acusa, ao mesmo tempo, o primeiro governo Ney Braga de ter tido atitude stalinista em relação a Lupion, especialmente quando retirou marcas de grandes obras de ML. Um exemplo: o obelisco da Rodovia do Café, aponta.
“DERRUBOU OBELISCO DA ESTRADA DO CAFÉ QUE DAVA AO GOVERNO MOISÉS LUPION O QUE ERA DO GOVERNO MOISÉS LUPION”, reclama Pessoa em correspondência à coluna, conforme segue:

MESQUINHARIA
“Caro Aroldo:
Não hesito ao afirmar que o primeiro governo do Ney Braga, primeira metade dos anos 60 do século passado, foi o melhor da curta história da ex-5ª província de São Paulo. No entanto, este excelente governo foi maculado por ato de “vandalismo político”, de mesquinharia política, de sórdida imitação dos sórdidos bolcheviques-stalinistas!
DERRUBOU OBELISCO DA ESTRADA DO CAFÉ QUE DAVA AO GOVERNO MOISÉS LUPION O QUE ERA DO GOVERNO MOISÉS LUPION: A CONSTRUÇÃO DA ESTRATÉGICA RODOVIA OU DE GRANDE PARTE DELA.”
UMA NÃO PESSOA?
Finaliza Carlos Alberto:

“Está mais do que na hora de restabelecermos a verdade e fazermos justiça.
Ou Moisés Lupion é não pessoa? Ou o construtor de uma das três maiores fortunas do Brasil antes de 1945 é não pessoa? Ou o grande governador dos anos seguintes ao fim da ditadura Vargas é não pessoa? Ou o popularíssimo político pós 45 é não pessoa? Ou o grande empresário no sentido de Schumpeter, e que perdeu BOA PARTE DA FORTUNA ENQUANTO GOVERNAVA O PARANÁ, é não pessoa? Lupion, Moisés, merece moção, gesto, ato, ação de desagravo. Reponha-se seu nome. Carlos Alberto Pessoa”.
