quinta-feira, 16 julho, 2026
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PARA MARCONDES, “IGREJA PRESBITERIANA NÃO APOIA POSIÇÃO POLÍTICA DO PASTOR DE LONDRINA”

Secretário executivo da IPB, Juarez Marcondes é líder nacional da Igreja, sendo também presidente do Conselho Curador do Instituto Educacional Mackenzie.

Reverendo Juarez Marcondes: secretário executivo da IPB; Pastor Roberto Brasileiro, Presidente da Igreja Presbiteriana do Brasil

“Eficiente, seguro, forte voz de comando, firme na doutrina”.

Essas são algumas das qualificações que identificam, na opinião de muitos presbiterianos, um dos nomes mais importantes da direção nacional da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB), o curitibano reverendo Juarez Marcondes, pastor da Presbiteriana Central de Curitiba (Rua Comendador Araujo).

Juarez Marcondes, de quem nesta quinta, 30, ouvi opinião sobre a manifestação do reverendo Emerson Patriota, da Igreja Presbiteriana Central de Londrina em favor da criação do partido Aliança para o Brasil, disse-me estar “surpreso”. E de saída foi informando que a posição partidária daquele pastor no púlpito, na Igreja, “foge à nossa regra: não somos contra a política, mas a Igreja é apartidária, em contraparte”.

LÍDER NACIONAL

Marcondes é uma liderança expressiva das chamadas igrejas protestantes históricas existentes em Curitiba, onde os presbiterianos do Brasil são cerca de 40 mil membros”.

Ele secretário executivo da IPB, além de presidir o Conselho Curador do Instituto Mackenzie.

POSIÇÕES

A importância institucional de Marcondes pode ser avaliada pelas posições que ocupa na IPB, mantenedora de obras como o Instituto Mackenzie, instituição espalhada com ensino médio e universitário em diversos estados; e que agora entra forte no campo da Saúde: é dona do Hospital Evangélico Mackenzie, de Curitiba, que adquiriu em leilão da justiça do trabalho, e que chegara a estado falimentar depois de passar por pelo menos 20 anos sob a coordenação de um grupo político instalado em sua então mantenedora, Sociedade Evangélica Beneficente.

E também passou recentemente a ser proprietária do Hospital Presbiteriano Mackenzie, em Dourados, Mato Grosso, anteriormente pertencente à Associação Beneficente de Dourados.

Pastores Emerson Patriota e Osni Ferreira, genro e sogro

O CASO LONDRINA

Com sua proverbial capacidade de abordar firmemente – mas sem gerar conflitos – temas complicados, Juarez Marcondes disse, de saída, que a manifestação do pastor Emerson Patriota, de Londrina, fazendo campanha em pleno culto para a formação do partido Aliança pelo Brasil, “foge de nossa regra”.

Ao mesmo tempo, registrou que a Igreja não é apolítica, mas não assume posições partidárias, em contrapartida.

TERÁ DE RESPONDER

Para Marcondes, a posição assumida por Patriota – que teve repercussão nacional -, terá de ser examinada pelo concílio local ao qual a Igreja Presbiteriana Central de Londrina está filiada.

Lembrou também a nota divulgada nesta quinta pela Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB), presidida pelo reverendo Roberto Patriota, deixa clara a posição da Igreja. O texto discorda da ação do pastor em favor de um partido político, em texto curto.

LUGAR DO SOGRO

A Igreja Presbiteriana Central de Londrina teve como pastor titular, por 40 anos, o reverendo Osni Ferreira, nome da melhor tradição do calvinismo brasileiro, sogro do pastor Emerson Patriota, que assumiu o seu lugar no púlpito e no pastoreio de milhares de fiéis.

Aos 35 anos, Patriota estaria – opinam velhos presbiterianos – sendo experimentado “numa verdadeira sarça ardente”.

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IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL ORIENTA PASTORES A EVITAR APOIAR A PARTIDOS POLÍTICOS

Igreja Presbiteriana da Rua Comendador Araújo, Curitiba

A Igreja Presbiteriana do Brasil emitiu uma nota orientando que seus pastores e autoridades evitem apoiar partidos políticos e que as igrejas não sejam locais para “debates ou apresentações de cunho político”.

A manifestação foi feita após um pastor da Igreja Presbiteriana Central de Londrina pedir aos fiéis que assinem o apoio à criação da Aliança pelo Brasil.

“Em resolução de sua reunião ordinária em 1990, o Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil orienta seus concílios em geral que evitem apoio ostensivo a partidos políticos e que as igrejas não cedam seus templos ou locais de culto a Deus para debates ou apresentações de cunho político.”

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