quinta-feira, 16 julho, 2026
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ITAIPU PLANEJA USINA PARA CENÁRIOS PÓS-2023

Há onze meses no comando da margem brasileira da Itaipu Binacional, o general Joaquim Silva e Luna tem como principal desafio, a partir de 2020, colocar em marcha o planejamento estratégico que vai preparar a usina para os diferentes cenários dentro de um mercado de energia elétrica complexo, dinâmico e competitivo

Vista aérea da usina de Itaipu. Foto: Alexandre Marchetti.

Em 2023, quando o Anexo C do Tratado de Itaipu será revisado por Brasil e Paraguai, a dívida da usina estará totalmente quitada.

Praticamente todos os cenários estudados apontam para a necessidade de diminuição de despesas de exploração. Com a revisão do Anexo C, que trata das bases financeiras e da prestação dos serviços de eletricidade do Tratado de Itaipu, a empresa terá em caixa US$ 1 bilhão. Hoje, Itaipu opera baseada nos custos de exploração e da dívida, mas poderá ir ao mercado e funcionar como uma empresa comum, com direito a lucros e prejuízos (hoje, o orçamento não prevê sobra de receita).

“Já sabemos que Itaipu precisa estar preparada para ‘novos tempos’. Precisa ‘acompanhar os movimentos’ do setor energético e ter uma estrutura flexível para responder às mudanças que virão”, antecipa o diretor-geral brasileiro. E ressalta: “as mudanças exigem que todos entendam o motivo; (precisam de) gente determinada,

“É 2023 olhando para Itaipu de 2020 com pressa”, diz ainda o general. Ele explica que “será um trabalho hercúleo, que vai precisar da colaboração de todos numa mesma direção”. O tripé que busca a eficiência empresarial e a valorização dos empregados, a partir da sistematização de processos e metas, reúne princípios e valores constitucionais com a preservação do capital humano da empresa em nível de motivação e excelência para as mudanças necessárias.

ESTRATÉGIA

O mapa estratégico, baseado na missão de gerar energia elétrica de qualidade, com responsabilidade social e ambiental, impulsionando o desenvolvimento econômico, turístico e tecnológico sustentável, no Brasil e no Paraguai, tem como fios condutores:

produção de energia com os melhores índices de qualidade e otimização de aplicação dos recursos;

aperfeiçoamento da eficiência dos processos de produção de energia, que garantam a segurança hídrica;

fomentar o desenvolvimento sustentável na área de influência, melhorando as práticas de gestão e governança empresarial;

manter o capital humano com alto nível de motivação, desempenho e comprometimento. Dispor de informações e sistemas essenciais para a execução da estratégia da empresa.

Segunda ponte é uma das obras estruturantes da gestão Silva e Luna.

AÇÕES E PROJETOS

Destaque para a construção da Ponte da Integração, sobre o Rio Paraná, que unirá Foz do Iguaçu a Presidente Franco, no Paraguai; a ampliação da pista de embarque e desembarque do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu, para tornar o Destino Iguaçu mais competitivo com outros roteiros turísticos; a conclusão do mercado municipal de Foz; e a reforma e ampliação do Hospital Ministro Costa Cavalcanti, um dos mais importantes do Sul do País.

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