
Um levantamento inédito, com os nomes das chamadas “grandes damas da imprensa de Curitiba” estará no volume 7 de meu livro Vozes do Paraná, com lançamento mais provável em agosto deste ano.
Na relação dessas “damas” – com especial destaque para as pioneiras acolhidas em redações de jornais, antes exclusivamente masculinas -, obrigatório é o nome de Rosy de Sá Cardoso. Trata-se de uma paranaense pouco homenageada diante do papel que representou para a inserção da mulher curitibana no mercado de trabalho jornalístico.
No entanto, na verdade, Rosy não está interessada em homenagens: não aceita ser festejada, embora mantenha-se ativa octogenária, cumprindo expediente diário no jornal Gazeta do Povo. Pode ser tomada como uma luz acesa, pronta a auxiliar os novos.
Tentei fazer seu perfil para a coleção Vozes do Paraná. Ela recusou o convite. Evita entrevistas.
2 – CANTORA
De Rosy haveria muito a dizer. Como o fato de ela ter sido uma cantora de rádio de sucesso, em Curitiba, no começo dos 1940s.
Outro nome, nada conhecido das novas gerações, é o de Berenice Arruda, pioneira como editora de caderno Feminino, que editou para o Diário do Paraná do começo dos 1960s.
3 – POLICIAL
Já a mulher destemida, notável pela cobertura jornalística, num primeiro estágio de presença feminina, foi Terezinha Cardoso, aposentada. Marcou época nas coberturas para a Tribuna e O Estado do Paraná. Foi sucedida por Mara Cornelsen, uma jornalista então recém formada, muito bonita e charmosa, quando começou no mesmo grupo Paulo Pimentel, a cobrir o forte da Tribuna do Paraná – assuntos policiais.
A relação das “damas” é ampla. Poderá, na minha opinião, conter revelações históricas.
A carreira de Tereza Urban, ecologista e militante política, um dia condenada pelo regime militar pós 64, também está em Vozes do Paraná 7.
