Acato sugestão de Rodrigues e descubro um sólido artesão do poetar

José Dionísio Rodrigues, velho amigo, um dos ases da publicidade e propaganda do Paraná com sua OM Comunicação (OpusMúltipla), manda um bilhete precioso: nada pede para si, como é habitual nele. Desta vez me encaminha o livro “Andarilho das Palavras”, do redator e escritor Wilson Ribeiro (wilsonribeiro64@gmail.com).
COMUNICADOR
Formado em Comunicação Social pela UFPR e especializado em Gestão de Negócios pela UEL, depois de ter sido repórter, e passado pela faculdade de Publicidade e Propaganda, Wilson foi responsável pela redação e planejamento de diversas campanhas em agências de Curitiba.
PASSAR DOS OLHOS
Prometo a mim mesmo ler com calma o “Andarilho”.
Pelo passar de olhos que este final de ano me permite, em meio a uma correria explicável, percebo que Wilson Ribeiro não é nenhum neófito brincando de poeta. Pelo contrário, transborda em vibrações bem estruturadas e que remetem seus “gritos” a um enorme universo de experiências e convívios, que vão de Jung a Machado, Wilde, Saramago – percebo, de soslaio.
É alguém com o olhar voltado a realidades nada prosaicas ou “poético-românticas”, por assim dizer. Wilson perpassa realidades como as do mundo quântico, quando, sem freios, se confessa “um eterno instável, da pulsão infinitesimal”.
AUTOANÁLISE
Sabe autoanalisar-se esse Wilson Ribeiro, aguerrido burilador da palavra escrita, quando se expõe como “um aleatório, aproximadamente entre o tudo e o nada, materializado em plasma fotoelétrico, da probabilidade incalculada”.
PÁGINA 35
Seguindo a sugestão de Dionísio Rodrigues, encontro na página 35 os nomes que ajudaram a moldar o escritor. É uma seleção de “influencers” que só os bem formados – e não apenas os polidos pelas redes sociais – sabem aquilatar. Eles explicam quem é Wilson Ribeiro melhor do que eu possa fazê-lo com meu limitado olhar jornalístico.
Boa leitura!
