sábado, 2 maio, 2026
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SELO HOMENAGEIA ARACY DE CARVALHO GUIMARÃES ROSA, O “ANJO DE HAMBURGO”

Conhecida por ter arriscado a própria vida para salvar judeus na 2ª Guerra Mundial, Aracy estampa o último selo da emissão especial “Mulheres Brasileiras que Fizeram História”

Aracy

A emissão especial “Mulheres Brasileiras que Fizeram História: Aracy de Carvalho Guimarães Rosa” será lançada nesta quarta-feira (11), em Curitiba. A solenidade será realizada às 19 horas, no Teatro da Reitoria (Rua XV de Novembro, 1299, Centro), como parte do evento em comemoração dos 107 anos da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Este é o último selo da série de seis personalidades femininas do país que tiveram destaque em âmbito nacional e internacional. Paranaense de Rio Negro, Aracy é considerada heroína por ter arriscado a própria vida para salvar judeus na Segunda Guerra Mundial.

“ANJO DE HAMBURGO”

A história do “Anjo de Hamburgo”, como Aracy ficou conhecida pela luta em defesa da vida, é exemplo de coragem e amor ao próximo. Filha de pai brasileiro e mãe alemã, ainda criança, mudou-se com os pais para São Paulo. Teve um filho, Eduardo Carvalho Tess, fruto do seu primeiro casamento com o alemão Johann Eduard Ludwig Tess.

ALEMANHA 1934

Mudou-se para Alemanha em 1934 com o filho de apenas 5 anos de idade, após o divórcio. Encontrou um país com cenário político, sociocultural e econômico afetado pela intolerância e pelo ódio que oprimia e matava os judeus. Falava inglês, francês e alemão e, em 1936, encontrou trabalho no Itamaraty, assumindo a chefia da Seção de Passaportes do consulado brasileiro em Hamburgo. Em sua jornada no consulado, mesmo sabendo das restrições legais para a entrada de judeus no Brasil, continuou emitindo os vistos, possibilitando a entrada dos judeus no país.

GUIMARÃES ROSA

Aracy conheceu João Guimarães Rosa, um dos maiores escritores brasileiros, em Hamburgo. Uniram-se ainda na Alemanha, quando Guimarães Rosa era Cônsul-Adjunto, tornando-se cúmplice da nobre e justa, porém perigosa, iniciativa de Aracy. O casal permaneceu naquele país até 1942, quando o Brasil rompeu relações diplomáticas com a Alemanha, passando a apoiar os aliados da 2ª Grande Guerra. A união de Aracy e Guimarães Rosa foi oficializada na embaixada do México, em 1947, no Rio de Janeiro.

GRANDE SERTÃO: VEREDAS

O escritor dedicou sua obra “Grande Sertão: Veredas”, publicada em 1956, à companheira, justamente por seus princípios e valores. Aracy, que morreu em 28 de fevereiro de 2011, aos 102 anos, foi sepultada no Mausoléu da Academia Brasileira de Letras, ao lado de seu marido, no Cemitério de São João Batista, no Rio de Janeiro.

 

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SÍMBOLO DA MULHER

O selo

Selo – A imagem é uma foto tirada entre 1939 e 1945. O selo traz também o símbolo da mulher, que consta em todos as artes desta série. A folha, com borda na cor magenta, é composta por 18 selos, tendo o título da emissão no canto superior esquerdo e, no canto superior direito, desenhos estilizados de corações e uma capa de passaporte. Foram usadas as técnicas de fotografia e computação gráfica. A emissão tem tiragem de 54 mil selos, disponíveis nas principais agências do país e também na loja virtual dos Correios.

Além de Aracy, a série homenageou Elza Soares, Hortência Marcari, Hebe Camargo, Carolina Maria de Jesus e Maria da Penha.

SERVIÇO

Lançamento da emissão especial “Mulheres Brasileiras que Fizeram História: Aracy de Carvalho Guimarães Rosa”
Data: 11 de dezembro (quarta-feira)
Horário: 19 horas
Local: Teatro da Reitoria da UFPR (Rua XV de Novembro, 1299, Centro – Curitiba/PR)

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