Cícero Bley, paradigmático na defesa ambiental, é o presidente da representação

Anteriormente as relações comerciais, políticas e culturais do Paraná com Luxemburgo – pequena e poderosa comunidade financeira mundial – se davam apenas por meio do Consulado Honorário da Bélgica. Agora, não: aquele país, ativo centro financeiro europeu, tem todo seu relacionamento com o Paraná feito através da Câmara de Comércio Brasil, com sede em Curitiba, Rua Castro Alves, 785.
A Câmara de Comércio é presidida por um dos mais representativos cidadãos de Luxemburgo (e também brasileiro), o engenheiro e preservacionista Cícero Bley.
CONSELHEIROS
O Conselho Fiscal da Câmara é composto por outros homens e mulheres que atuam expressivamente na comunidade: Roberto Zugte (PhD em controle fitossanitário); Maria Aviz; Arnoldo Bley; Cícero Cesar Antunes; Eliseu Prado, que tem origem nos Bley e Grein; Luiz Jeremias de Aviz; Flávia Bley, hoje residente em Luxemburgo, grande ponto de apoio aos brasileiros em Luxemburgo.
CÔNSUL HONORÁRIO
Outro cidadão paranaense que mora em Luxemburgo é André Bezerril, em cujo país ele exerce as funções de Cônsul honorário brasileiro.
Segundo fontes da comunidade luxemburguesa no Paraná, a montagem e vida ativa da Câmara de Comércio Brasil-Luxemburgo estaria indicando a futura criação do Consulado Honorário de Luxemburgo no Paraná.
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BASE EM MAFRA E RIO NEGRO

São muitas as famílias paranaenses e catarinenses que estão ganhando a cidadania de Luxemburgo, em consequência de legislação daquele país, que assim acolhe descendentes de famílias que, especialmente, no século 19, imigraram para vários países.
No caso do Paraná, os novos luxemburgueses são descendentes de famílias que se estabeleceram particularmente em Mafra e Rio Negro. Eles sempre foram tidos como alemães, falantes de alemão que eram oriundos de área que depois seria de Luxemburgo.
As famílias Bley, Grein e Stephanes são algumas fortemente identificadas com o Paraná que estão se beneficiando da cidadania. São das mais representativas dessa migração.
Embora não carregue no nome identificação germânica, o DNA de muitas famílias de Mafra e Rio Negro é luxemburguês. É o caso dos Aviz – de origem também portuguesa -, entrelaçados com Bleys e Grein.
Pelo menos um mafrense de origem luxemburguesa, pelo lado materno, está no primeiro escalão do Vaticano. Trata-se do cardeal Dom João de Aviz, que é responsável pela Vida Religiosa Consagrada da Igreja Católica (organismo vaticano que cuida de congregações e ordens).
O cardeal Dom João foi seminarista maior em Curitiba, tendo feito seus estudos no Studium Theologicum, mantido pelos padres claretianos, ao lado de seu irmão, padre Amaury de Aviz.
