terça-feira, 14 julho, 2026
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GRECA DECIDE: “ESTAR” PASSARÁ PARA R$ 3,00 EM JANEIRO

O negócio, a ser explorado por empresa espanhola, significa hoje arrecadação de, pelo menos, R$ 50 milhões/ano. Por mês, o ‘EstaR’ rende algo perto de R$ 4,2 milhões à URBS.

Talonário do “Estar”

O alcaide Rafael Valdomiro Greca de Macedo terá de anunciar, mais cedo ou mais tarde, uma péssima notícia para os curitibanos que dependem do EstaR (estacionamento em vaga da URBS): o ticket, que hoje custa R$ 2,00, passará a custar R$ 3,00 a partir de primeiro de janeiro.

Aumento, pois, de 50%, num ano de praticamente zero de inflação.

É o Feliz Ano Novo do alcaide e seu “entourage”.

“BENEVOLENTE”

Na verdade, o alcaide até que foi “benevolente” com a população, pois o presidente da URBS, Ogeny Maia, queria, a todo custo, que a hora/vaga passasse a custar R$ 4,00.

Um ex-assessor do gabinete de Greca, que ouviu o diálogo entre alcaide e o presidente da URBS (indicação de Giovani Gionédis), registrou a seguinte resposta/admoestação de Greca a Ogeny:

– O aumento tem de ir só para R$ 3,00. É por isso, insistindo assim nos R$ 4,00, que você nunca seria prefeito…

Ogeny Maia Neto, presidente da URBS (Foto: Cesar Brustolin/SMCS)

ANO ELEITORAL

O prefeito Rafael Valdomiro teve um gesto de aparente ‘grandeza’, ao decidir, por fim, que o aumento levaria o ‘Estar’ a R$ 3,00. Isso sob uma forte preocupação: “Afinal, não esquecer que em 2020 teremos eleições”, explicou sua excelência com todo o didatismo de um velho político, 64 anos, da velha escola dos acertos e conchavos iniciados ainda no antigo PDS, o partido do regime autoritário em que ele se iniciou na vida pública como vereador.

“TENDA JURÍDICA”

Dentre os acertos do alcaide que clamam aos céus, um que será futuramente contestado judicialmente – ou durante a campanha de 2020 – é o da chamada “Tenda Jurídica”.

A expressão qualifica a penca de advogados abrigada por Greca, gente que ele recompensou com altos cargos e salários na Prefeitura. Nela atuam bacharéis que trabalharam para ele, ou na campanha de Beto Richa (então associado de Greca). Tendo ou não seus nomes citados nas prestações de contas à justiça eleitoral.

O assunto é no mínimo identificador de como são profundos os malabarismos prefeiturais.

Dessa “Tenda Judicial” a coluna se ocupará futuramente.

-o-o-o-

Placa sinalizadora do “Estar”.

É SÓ SOMAR…

Não precisa ser versado em matemática para concluir que o estacionamento “Estar” rende – pelo menos – R$ 50 milhões/ano a quem o explora. No momento, a URBS. No momento.

Fazendo as contas: são 12 mil vagas do “Estar” espalhadas por Curitiba.

Suponha-se uma taxa de ocupação de apenas 55% dessas vagas diariamente, o que significa, então, 6 mil e poucas vagas. Elas rendem, sendo utilizadas 22 dias por mês R$ 4,2 milhões de reais/mês, mais ou menos.

No final de um ano, R$ 50 milhões, pelo menos.

A empresa espanhola que ganhou licitação que o alcaide promoveu para em breve operar o “Estar” por cinco anos é a Estacionamiento Y Servicios, AS.

Aliás, uma licitação controversa, que passou pelos caminhos judiciais…

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