terça-feira, 14 julho, 2026
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PARANÁ, UM RIO INJUSTIÇADO, GANHA RECONHECIMENTO

No livro interativo, conteúdos podem ser acessados pelo QR Codes.

Paisagem no Rio Paraná

A Editora Horizonte Geográfico, especializada em assuntos de ecologia e meio ambiente lançou um livro interativo sobre a bacia hidrográfica do Rio Paraná. Traz informações sobre sua geografia, histórias e curiosidades ribeirinhas. O rio empresta seu nome ao nosso Estado e Paraná quer dizer “semelhante ao mar”.

A edição feita para atender especialmente as escolas traz conteúdos exclusivos que podem ser acessados a partir de QR Codes direcionando o estudante a vídeos com histórias, entrevistas e curiosidades como as atividades de pesca, mergulho, turismo, produção agrícola e geração de energia. O trabalho de captação de imagens, pesquisas, elaboração de textos e montagem da publicação consumiu 10 meses.

O Paraná é segundo maior rio da América Latina, o 8º maior rio do mundo em extensão. A maioria das fotos ficou por conta de Ricardo Martins e Danilo Fiuza, que registraram trechos do rio e captaram não só a sua beleza natural, mas também a rotina de populações ribeirinhas, a cultura local e a economia.

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PARTE DA CONQUISTA DA AMÉRICA LATINA

 

Já no início do descobrimento da América e do Brasil expedições espanholas entravam pelo curso do rio Paraná em busca da prata do Peru.

Por-do-sol no Rio Paraná

Ao longo do rio Paraná foram construídas as Missões Jesuíticas Guaranis, que se não fossem aniquiladas pelos bandeirantes paulistas teriam mudado o rumo da história da América Latina. Ao mesmo tempo os portugueses desciam pelo Tietê, Grande e Paranapanema e num desvio de rota chegaram à Cuiabá onde descobriram uma das primeiras jazidas de ouro no Brasil.

Essa importância histórica é totalmente desconhecida pela maior parte da população; o brasileiro fala muito mais do rio São Francisco e quase nada sobre o rio Paraná, diz Eloi Zanetti que deu uma pequena colaboração aos produtores do livro.

A MATE LARANJEIRA

Desconhecida também é a história da Companhia Mate Laranjeira, sediada em Guaíra, e que foi na sua época uma das maiores empresas brasileiras – exportava mate e madeira para o mundo. Na década de 20 a cidade contava com campo de aviação, ferrovia própria, grandes navios para transporte de passageiros e carga, até quadras de tênis para atender os funcionários da empresa. Viajar de Foz do Iguaçu ou Guaíra para São Paulo exigia embarcar em um navio e navegar por dois dias até a cidade de Presidente Epitácio e de lá pegar um trem para a capital paulista.

VIDA DE MUITOS POVOS

O livro Pelos caminhos do Rio Paraná mostra como era a vida dos povos que habitavam as margens do rio, seus costumes, suas moradias e a interação para as águas abundantes. Pesquisadores encontraram, inclusive, materiais das culturas tupi-guarani, umbu e humaitá.

Ao longo dos seus 4880 km de extensão, o rio fez parte da vida de muitas comunidades indígenas.

POTENCIAL ENERGÉTICO

Por onde passam, as águas do rio Paraná movimentam a economia. Além da produção de energia elétrica, destacam-se, a pesca, a piscicultura, a criação de gado, o cultivo de cana-de-açúcar, milho, soja e a indústria da madeira e a produção de celulose. Uma das primeiras personalidades nacionais que previram o potencial energético do rio Paraná foi Euclides da Cunha, ainda na primeira década de 1900. Atualmente, o rio Paraná possui cinco grandes hidrelétricas em seu percurso, sendo quatro no Brasil: Ilha Solteira, Jupiá, Porto Primavera e Itaipu e uma na Argentina (Yacyretá).

Para a construção de Itaipu (pedra que canta em guarani) – foram empregados 40 mil operários. A barragem se estende por 7,919 metros de comprimento, 196 metros de altura, equivalente a um prédio de 65 andares em um desvio de 120 metros.

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