O rabino norte-americano Elie Kaplan Spitz falará dia 11, no Centro Israelita do Paraná (CIP) às 19 horas sobre como o judaísmo enxerga a morte. Para os não membros da comunidade israelita, a entrada custará R$ 25,00.
Rabino Elie Kaplan Spitz
O tema interessa um amplo universo dos que querem entender e analisar a cultura judaica.
O que se pode dizer sobre o conferencista – conforme me narra o professor Antonio Carlos da Costa Coelho – é que o rabino Spitz dirige a Congregação B’Nai Israel, em Tustin, Califórnia, desde 1998.
Tem muito expressiva titulação acadêmica, como a de professor adjunto de Direito Judaico e Rabínicos Pastorais, da American Jewish University, de 1999 a 2008; foi professor da Chapman University, de 2011/14, e professor visitante em 2015.
Recomenda-se a leitura de seu livro “Does Soul Survive”, em que o rabino responde à pergunta – “a alma sobrevive?”. O livro está na Amazon.
QUEM É ELE?
Alguns pontos salientes do abreviado currículo do rabino Spitz:
Rabino da Congregação B’nai Israel, Tustin, CA desde 1988.
Professor Adjunto de Direito Judaico e Rabínicos Pastorais, American Jewish University, 1999-2008;
Professor na Chapman University, 2011-2014; professor visitante 2015.
Casado com Linda Kaplan Spitz; pai de Joseph, Jon e Anna.;
Ordenação Rabínica, maio de 1988.
Seminário Teológico Judaico da América, Nova York, NY, 1985-1988
Neve Schecter, Jerusalém, Israel. 1984-1985
Universidade do Judaísmo, Los Angeles, CA – Bacharel em Literatura Hebraica. 1983-1984
VIDA ACADÊMICA
Juris Doctor, 1978
Faculdade de Direito da Universidade de Boston, Boston, MA, 1975-1978 Bacharel em Psicologia, 1975
Universidade Estadual do Arizona, Tempe, AZ, 1972 e 1975
Universidade Hebraica, Jerusalém, Israel – Concentrações em Filosofia e Psicologia Judaica. 1972-1974, 1984-1985
ASSOCIAÇÕES PROFISSIONAIS
Atualmente:
Comitê de Direito e Padrões da Assembleia Rabínica (1994-2004; 2008-)
Associações de Advogados (status inativo) da Califórnia, Arizona e Massachusetts
Prêmios:
Prêmio Mickey Weiss para Ex-Alunos de Destaque, American Jewish University (anteriormente University of Judaism), 2004.
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VIDA NÃO TERMINA COM A MORTE
Uma das crenças fundamentais do Judaísmo é que a vida não começa com o nascimento nem termina com a morte. Isso está articulado no versículo em Cohêlet (Eclesiastes): “E o pó retorna à terra como era, e o espírito retorna a D’us, que o deu.”
O Rebe enfatizava que uma lei básica da Física (conhecida como a Primeira Lei da Termodinâmica) é que nenhuma energia jamais é “perdida” ou destruída; apenas assume outra forma. Se este é o caso com a energia física, muito mais com uma entidade espiritual como a alma, cuja existência não está limitada ao tempo e espaço nem a qualquer um dos delineadores do estado físico.
Certamente, a energia espiritual que no ser humano é a fonte de visão e audição, emoção e intelecto, vontade e consciência não deixa de existir meramente porque o corpo físico deixou de funcionar; ao contrário, passa de uma forma de existência (vida física expressa e atuante via corpo) a uma forma mais elevada, exclusivamente espiritual, de existência.
Embora haja numerosas estações na jornada de uma alma, estas podem ser geralmente agrupadas em quatro fases gerais:
A existência totalmente espiritual da alma antes de entrar no corpo
A vida física
A vida pós-física no Gan Eden
O Mundo Vindouro (Olam Habá), que se segue à Ressurreição dos Mortos.