segunda-feira, 13 julho, 2026
HomeMemorial‘Amazônia e seus habitantes estão ameaçados de extinção’

‘Amazônia e seus habitantes estão ameaçados de extinção’

O climatologista brasileiro Carlos Nobre alertou nesta quarta-feira (9) para a ameaça de extinção da vida na região amazônica e endossou fala de Papa Francisco sobre o meio ambiente durante o Sínodo da Amazônia, que acontece este mês no Vaticano.

Climatologista brasileiro Carlos Nobre adverte: “Estamos muito próximos do ponto de não retorno”. (Foto: Divulgação)

Por Filipe Domingues, G1 — Cidade do Vaticano

O climatologista brasileiro Carlos Nobre alertou nesta quarta-feira (9) para a ameaça de extinção da “Amazônia e seus habitantes”, em um encontro com a imprensa durante o Sínodo dos Bispos, no Vaticano.

Com a missão de promover o diálogo entre ciência e religião neste encontro organizado pela Igreja Católica, Nobre, que é ex-integrante do Instituto Brasileiro de Pesquisas Espaciais (Inpe), defendeu a ciência por trás dos temas levantados por Papa Francisco sobre o meio ambiente.

Para o pesquisador, o Sínodo da Amazônia pode ser uma reação ao chamado “negacionismo climático”, ou seja, aos grupos de pessoas que não acreditam que o aquecimento global seja causado pela ação humana. “O negacionismo climático é uma das nossas maiores ameaças”, disse Nobre ao G1.

 

FLORESTA EM PÉ

De acordo com o cientista, embora seja um evento religioso, a Igreja Católica pode ajudar a difundir a ideia de que é preciso manter a floresta em pé para que a região amazônica possa se desenvolver economicamente, de modo a promover uma “bioeconomia”.

“Infelizmente, estamos muito próximos de um colapso da floresta amazônica. A ciência vem apontando isso com muito rigor. A encíclica do Papa Francisco ‘Laudato si’ mostrou que nossa casa comum está no risco de desabar. E a Amazônia também próxima do colapso”, comentou Nobre.

“Estamos muito próximos do ponto de não retorno”, comentou. “Com o aumento do desmatamento neste ano de 2019, e se o processo não for revertido, ele entende que poderíamos atingir essa marca em 20 a 30 anos, “correndo o risco de uma enorme crise climática.”

(Fonte: G1)

Leia Também

Leia Também