segunda-feira, 13 julho, 2026
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UDN, DA “ETERNA VIGILÂNCIA”, PODE VOLTAR COM BOLSONARO

Tudo indica que esse será o novo partido do presidente e seus filhos, claramente rompidos com o PSL

Jair Bolsonaro: futuro com UDN (Imagem: Isac Nóbrega/PR)

Quem investiu dinheiro e esperanças no PSL pode logo se arrepender, diante da ruptura claramente exposta do presidente Bolsonaro com o partido que, na prática, só passou a ter ampla existência a partir dele e sua campanha presidencial em 2018.

O grupo mais próximo do presidente não mais esconde que a União Democrática Nacional (UDN), partido que está nos finalmente para ser registrado pela justiça eleitoral, poderá ser o novo abrigo do presidente e sua família.

MUITA ENCRENCA

Os Bolsonaros sofreram reveses no Rio, com Flávio, e Eduardo, em São Paulo, diante de reclamações na justiça quanto à administração da legenda. Sem falar que o presidente escancarou, em vídeo nacionalmente distribuído, que está nos limites sua relação com o presidente Bebiano, do PSL.

RÉPLICA? NÃO

A UDN, partido nos finalmente e tido como futuro abrigo dos Bolsonaro, pouco ou quase nada terá a ver com a antiga UDN, a não ser a “homenagem” que o retorno do nome pode significar do ponto de vista “de fazer justiça” à sigla que acolheu e se expressou por insuperáveis homens públicos, como Aliomar Baleeiros, Bilac Pinto, Adauto Lúcio Cardoso, Carlos Lacerda e brigadeiro Eduardo Gomes, dentre tantos notáveis.

VIGILÂNCIA

O partido que fez cerrada oposição ao Governo de Getúlio Vargas em sua fase final (1953/54), marcou-se por posturas combinadas com o slogan histórico – “O preço da liberdade é a eterna vigilância” …

A famosa “Banda de Música” da UDN, atuando na Câmara, o grupo renovador da política, chamado “Bossa Nova” – que incluía, pasmem, José Sarney -, fizeram momentos históricos de um partido que teve outros paradigmáticos, como o senador Padre Calazans e o deputado Padre Godinho.

A linha política da velha UDN foi sempre considerada à direita. Na melhor das hipóteses, liberal com tonalidades direitistas, segundo padrões brasileiros.

TRONO FAMILIAR

Com os Bolsonaros, admitem bons avaliadores políticos, deverão ir para a nova sigla pelo menos 15 deputados federais do atual PSL, e dois senadores. E também se garante nos mesmos meios: para evitar futuros aborrecimentos, a família presidencial deverá destinar a Presidência do partido a um dos membros do clã presidencial.

Nomes da histórica UDN: Carlos Lacerda, Aliomar Baleeiros, padre Calazans, Bilac Pinto, Adauto Lúcio Cardoso
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