sexta-feira, 10 julho, 2026
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COCÔ, UMA OBSESSÃO DE JAIR

João Figueiredo: rude mas preparado

Não me surpreendo com “boutades” com as quais o presidente Bolsonaro contempla diariamente a Nação. E por uma simples razão: ele nunca escondeu esse estilo que, para alguns, sinaliza uma “lucidez em intervalos”.

Eu não concordo com a expressão, acho que Jair foi sempre assim, legítimo herdeiro do que a caserna tem de mais “chocante”. Com ele, lembro-me do presidente Figueiredo – que nunca foi tolo, era um tríplice coroado em estudos acadêmicos no Exército. O último general militar não escondeu, certa feita: podia gostar mais de cheiro de cavalo do que de gente, como proclamou.

Bolsonaro, de raciocínio linear, pouca abstração, franqueza a toda prova, não faz rodeios: tem nos últimos dias mostrado quanto o cocô impregna seus pensamentos. Disse, na semana, no RS, que cocozinho de índio petrificado pode atrapalhar licenciamento ambiental. Antes, dissera também a propósito de meio ambiente, que fazer cocô em dias alternados pode ser útil para preservação ambiental.

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