sexta-feira, 10 julho, 2026
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APÓS CIRURGIA DE QUATRO HORAS, ONÇA-PARDA PASSA BEM

Operação bem-sucedida

A onça-parda chegou ao Refúgio Biológico Bela Vista (RBV) inconsciente e em estado grave de saúde no último dia 25 de julho. Ela tinha sido atropelada na rodovia BR-163, km 322, entre as cidades de Mercedes e Guaíra, no Oeste do Paraná.

 

Mais um capítulo foi escrito na recuperação da onça-parda (Puma concolor) macho que chegou ao Refúgio Biológico Bela Vista em estado grave de saúde, no dia 25 de julho. Na última quarta-feira (31), o animal passou por um procedimento cirúrgico de 4,5 horas no hospital veterinário da Universidade Federal do Paraná (UFPR), campus de Palotina, por uma equipe da UFPR e da Divisão de Áreas Protegidas da Itaipu – o médico veterinário Pedro Henrique Teles e o biólogo Marcos de Oliveira.

De acordo com Pedro Teles, a cirurgia foi concluída com sucesso, com prognóstico favorável. “Houve pouca perda sanguínea, não ampliando ainda mais a anemia em que o animal se encontrava”, informou. Segundo ele, o foco da fratura foi estabilizado com auxílio de duas placas bloqueadas e um pino intramedular. “Para auxílio na formação de calo ósseo foi realizado, ainda, o implante de tecido ósseo retirado do próprio animal.”

PROJÉTEIS DE CHUMBO

Após o procedimento cirúrgico, foram feitas novas radiografias que confirmaram o bom posicionamento ósseo. Pedro conta que nestas radiografias foram encontrados cinco pequenos projéteis de chumbo na face, no pescoço e no tórax da onça, indicando que ela possa ter sido alvejada por algum caçador no passado. Como os projéteis foram encapsulados e cicatrizados, optou-se por não retirá-los.

A onça-parda foi, então, reencaminhada ao hospital veterinário do RBV, em Foz do Iguaçu, aonde chegou acordado e em alerta. Ela permanecerá por um período pós-cirúrgico de 60 dias em espaço pequeno, com restrição dos movimentos, para evitar a desestabilização da fratura e favorecer a remodelação óssea. “Os analgésicos serão dados via oral, já que a onça passou a se alimentar de forma voluntária”, conta Pedro Teles.

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