
As incertezas econômicas da gestão de Jair Bolsonaro podem agravar uma crise que explodirá em Curitiba na campanha de 2020.
A queda da atividade econômica, que já reflete na taxa de empregabilidade de Curitiba, está aumentando o número de pessoas que abandonam os planos privados para migrar para o Sistema Único de Saúde (SUS).
SOCORRO É O SUS
Dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) indicam que, nos últimos 18 meses, perto de 170 mil pessoas se tornaram usuários do SUS em Curitiba.
Os dados já preocupam o comando da Secretaria Municipal de Saúde, que começa a detectar uma sobrecarga em um sistema, cuja estrutura está cada vez mais enxuta.
800 SE APOSENTARAM
Somente na gestão de Rafael Waldomiro Greca de Macedo, quase 800 profissionais de saúde, incluindo médicos, aposentaram, com medo da reforma previdenciária.
E o número de aposentados tende aumentar diante da quantidade enorme de pedidos de aposentadoria que chegam no IPMC, instituto de previdência municipal.
SEM INOVAÇÕES
Mesmo privatizando a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) da CIC, cujo processo vem sendo contestado pelo Sindicato dos Médicos, não há grandes inovações e soluções que vão melhorar a saúde da cidade.
ARROTA GRANDIOSIDADE
Rafael Waldomiro Greca não percebe a bomba-relógio que vai explodir.
Acha que está fazendo excelente gestão e arrota números grandiosos de investimentos, publicando ilusórios posts em suas redes sociais.
TUDO MALANDRAGEM
Malandramente, o prefeito usa dados nominais para dizer que investe muito mais de um ano para outro, desconsiderando a inflação de ano a ano.
CWB NO “FILME”
Mas basta investigar e ver que tudo desmorona como areia. Pesquisa da Frente Nacional de Prefeitos (FNP) mostra que Curitiba não está entre os 100 municípios que mais investem per capita em saúde. Enquanto a pequena cidade capixaba de Presidente Kennedy investe R$ 4, 2 mil per capita em Saúde, Curitiba não chega a R$ 900, 00.
ESCANTEOU DUCCI
A equação da Saúde deve ganhar mais componente perigoso: o político.
Rafael Waldomiro Greca de Macedo tem escanteado o deputado federal Luciano Ducci.
Por causa do tratamento recebido, deputado fala abertamente que será candidato a prefeito, disputando diretamente com Greca.
MUITO ACATADO
Ducci tem grande capilaridade na área de saúde de Curitiba. Respeitado por seu trabalho como secretário de Saúde da capital e como prefeito, pode pôr o funcionalismo da Saúde contra Greca.
PREFEITO TRATA MAL
E isto não seria difícil. Greca tem tratado mal os profissionais da Saúde. A atual secretária da pasta, Márcia Huçulak, desdobra-se para manter a tropa unida. Mesmo sendo cria de Ducci, Márcia se mostra leal a Greca, ainda que o prefeito goste de maltratá-la e desvalorizá-la.
TORRE DE MARFIM
Acrescente-se ao rol de desgraças da área:
No alto de sua torre de marfim e distante da saúde pública, pois só frequenta médicos caros e o Hospital Marcelino Champagnat (às vezes, também o Hospital Vita, vizinho ao seu apartamento), Rafael Waldomiro Greca de Macedo mostra-se alheio às dificuldades dos mais carentes, que vão engrossando as fileiras do SUS e pedindo um serviço de saúde eficiente e digno.
Será que o prefeito ignora ou, simplesmente, estaria fazendo vistas grossas ao SUS, até como forma de atingir Luciano Ducci? Se for isso, estaria apenas apressando os problemas que estarão insolúveis em 2020. E ano que vem, além de Ducci, o alcaide deve encontrar nomes de enorme densidade concorrendo a prefeito de Curitiba, como Ney Leprevost ou – quem sabe? – Fernando Francischini. Isso sem contar Luciano Ducci, dono de eleitorado cativo. Além de outros nomes menos cotados, mas que ajudarão a esvaziar a bazofia do atual prefeito.

