
Paulo Nauiack, segundo vice-presidente da Fecomercio-PR, presidente do Core (Conselho Regional de Representantes Comerciais do Paraná), e do Sindicato dos Representantes Comerciais do PR, é voz atenta aos sinais dos duros tempos decorrentes de reformas geradas pela nova legislação trabalhista.
Ele acha que muitos sindicatos patronais, diante da escassez de recursos, e com a queda da contribuição sindical (não mais obrigatória), tendem à fusão ou associação, buscando diminuir gastos.
Nauiack acompanha o que está acontecendo com sindicatos patronais e de empregados.
É um atento observador desses novos tempos.
Cita como exemplo o que está ocorrendo com o Sindicato das Lojas de Prudentópolis, em vias de fusão com o SINDILOJAS de Ponta Grossa.
Admite Nauiack que organismos como a Fecomercio venham a colocar em sua pauta de discussão a fusão de sindicatos patronais. “Mas sempre levando em conta a natureza de cada um deles”, explica. Dessa forma, se novas fusões ocorrerem no Paraná, elas deverão levar em conta a área de atuação de cada sindicato, ou seja, de congregar por atividades fins.
Em São Paulo a fusão na área sindical de empregados já é fato. Por exemplo: a Força Sindical está vendendo sua sede de 12 andares, no centro da Capital paulista, e passou a abrigar-se na sede de um sindicato de bancários.
