sábado, 4 julho, 2026
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Jovens universitários vivem e defendem agroecologia no litoral

Paredes com estrutura de bambu...
Paredes com estrutura de bambu…
...Depois, recobertas de barro
…Depois, recobertas de barro

Eles estão na faixa dos 20 aos 35 anos. A maior parte deles tem nível universitário. São daqui e de outros estados. E escolheram a região litorânea do Paraná para colocar em prática uma filosofia de vida toda em sintonia com a natureza. Na área rural do município de Morretes, por exemplo, já existem pelo menos cinco comunidades desses jovens defensores da agroecologia e dos saberes de outrora.

Das suas propriedades, querem tirar a própria subsistência – com alimentos livres de agrotóxicos –, e também renda; porém, sem agredir bens preciosos: a flora e fauna da Mata Atlântica, o solo fértil e a água abundante.

BIOCONSTRUÇÃO

Numa dessas comunidades em implantação, oito casais – entre eles, paranaenses, mineiros e paulistas – alternam o trabalho na roça com a construção de suas moradias e outras tarefas de fim comum.

Em regime de mutirão, as casas estão sendo erguidas dentro do conceito da bioconstrução. Aproveitando bambu, madeira local, areia e barro, experimentam com sucesso técnicas aperfeiçoadas de pau-a-pique e adobe.

Nos alicerces, pneus descartados. E para entrada de luz, além de janelas, paredes estruturadas com garrafas de vidro coloridas, numa agradável e funcional estética.

Moradias integradas ao meio
Moradias integradas ao meio
Plantio conforme propõe a agroecologia
Plantio conforme propõe a agroecologia

AGROECOLOGIA

Nas áreas abertas ao cultivo, especificamente nessa nova comunidade de Morretes, aos pés da Serra do Mar, prevalece a proposta de agroecologia.

Num mesmo canteiro, sucedem-se mudas de verduras, legumes, árvores frutíferas e até de espécies de madeira nobre e crescimento lento (aposentadoria do futuro). A renda da propriedade ainda resultará da venda de palmito pupunha in natura e da poupa de araçá e de açaí, esse, das palmeiras da região, asseguram, mais nutritivo em comparação ao extraído no norte do país.

No eixo dessa volta às origens, mas com olhar para um futuro saudável e menos estressante, são adotados o escambo – quem produz feijão troca por tomate, exemplificando –, métodos apropriados de manejo da terra, técnicas de agricultura orgânica, respeito total à natureza, trabalho compartilhado…

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