
O eleito vice-presidente general Mourão desancou a área de publicidade oficial. Disse que nela há desperdícios de recursos oficiais, e que tudo tem que mudar. De olho, quem sabe, na chamada mídia digital.
Nessa reclamação o vice foi acompanhado pelo deputado Luiz Henrique Mandetta (DEM-MT), futuro ministro da Saúde, que acha que o investimento nas mídias tradicionais tem mesmo de ser checado. E que os contratos de agencias com o Governo, em princípio, todos estão errados… Citou casos do RS, SP e Brasília.
O general e o futuro ministro têm de considerar que a chamada mídia tradicional, contemplando rádio e televisão, é ainda o forte da comunicação com a grande massa de brasileiros que vive em centros não participantes das redes sociais.

De certa forma, como inteligentemente me explicou semanas atrás o publicitário Cláudio Loureiro, da Heads Propaganda, de Curitiba, há que se recordar que foi a ampla exposição de Jair Bolsonaro com o ataque a facadas sofrido em Juiz de Fora que o hoje presidente ganhou ampla e irrestrita cobertura da TV e rádio do país.
As mídias tradicionais não têm como ser substituídas pelos twitter e assemelhados. Haja vista a leitura de avaliações e pesquisas de audiência da televisão e do rádio brasileiros feitas por institutos insuspeitos, como o IBOPE.
