
Não se pense que as articulações políticas em Curitiba cessaram com as eleições de outubro/novembro.
Pelo contrário: com discrição, mas de forma consistente, jovens universitários, alguns campeões das redes sociais e gente de múltiplas áreas artístico-culturais começam a “cranear” dois nomes por eles considerados “imbatíveis” para concorrer em 2020 à Prefeitura da Capital.
Legenda que os abrigaria? Por ora, isso seria não importante. “Afinal, o novo presidente não se elegeu sem dinheiro e com um partido que quase não existia?”, pergunta um defensor da dupla ouvido pelo blog/coluna.
DUPLA DINÂMICA
Trata-se de uma dupla com alto poder de fogo: a diretora do Procon, a midiática advogada Cláudia Silvano – de competência comprovada na função – e o vereador, agora eleito deputado estadual, Goura Nataraj, um tipo raro, empenhado em valores de grande repercussão, como mobilidade urbana, meditação transcendental, Filosofia e bem-estar do cidadão das grandes cidades.
GENTE RENOVADORA
O grupo pensante dessa articulação que ainda se dá em mesas de bares e restaurantes populares da moda, coloca os dois nomes como dotados de “enorme capilaridade, capazes de crescer ao infinito”, como admite um dos articuladores.
PREFEITA? PODE SER
Por ora, as articulações admitem ora Cláudia como candidata a prefeita, ora como vice de Nataraj.
Para ser ter ideia do calibre de Cláudia e Goura é bom lembrar: a diretora do Procon tem quase dois milhões de visualizações no Google e redes, e ninguém como ela – dentre as autoridades de Curitiba – é tão solicitada pela mídia em geral.
FILÓSOFO E BUDISTA
Sobre o novo deputado, Goura Nataraj: basta lembrar que esse jovem político foi o único vereador de Curitiba a se eleger para a Assembleia.
Já o líder do prefeito Rafael Waldomiro Greca de Macedo na Câmara não se elegeu, apesar de todo o empenho feito pelo alcaide e seus associados. E apesar também de ser um bem equipado vereador.
Na verdade, Goura, dono de Mestrado em Filosofia, alguém profundamente inserido em religiões orientais (budismo e bramanismo), é a própria imagem dos novos tempos gestados pelas novas mídias.
Ele está acostumado a “comer pelas bordas”, em defesa de suas teses, bem aceitas por públicos de todas as idades.
VELHA POLÍTICA
O grande mote de uma possível campanha pode partir, por exemplo, de realidades como as que levaram Bolsonaro à Presidência (sem os cacoetes dele, claro). Apostar no “impossível” de hoje é a marca dos articuladores da dupla.
O mais consistente apelo da dupla Cláudia/Goura é que eles representam a renovação ampla e irrestrita, um “adeus à velha política”.
