quarta-feira, 1 julho, 2026
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GPS, a salvação dos passageiros

Bondes elétricos de Curitiba (linha Água Verde em 1948)
Bondes elétricos de Curitiba (linha Água Verde em 1948)

Nos grandes centros urbanos do país, a queixa cada vez mais frequente é referente ao mau serviço ofertado pelo sistema de transporte público.

Metrô à parte, a queixa maior é em relação aos ônibus, geralmente com idade vencida e em mau estado de conservação. Os curitibanos, apesar de questões pontuais, não têm lá tantas queixas, apesar do custo tarifário, um dos mais altos do país. Se apenas os metrôs e, eventualmente, algumas linhas dos sistemas BRT e VLT, nas metrópoles, cumprem horários pré-determinados, e os coletivos comuns deixam a desejar, em Curitiba todos os ônibus já contam com sistemas GPS.

PRÓXIMO ÔNIBUS

Quem aguarda um ônibus em algum ponto, no centro ou nos bairros, já pode dispor de aplicativo capaz de informar em quanto tempo o próximo ônibus estará no ponto para o embarque. Nas estações-tubo servidas pelas linhas expressas, painéis informam regularmente as próximas saídas previstas – uma facilidade e tanto para quem precisa chegar na hora certa. Para quem não sabe, todo o monitoramento do sistema de transporte local é acompanhado pelos técnicos do Centro de Controle Operacional, que funciona nos fundos da Estação Rodoviária.

BOTÃO DE PÂNICO

Nas telas do CCO, por exemplo, estão todos os trajetos das linhas servidas pelos ônibus expressos. Eventuais atrasos ou mesmo problemas como acidentes, atrasos provocados por chuvas ou mesmo assaltos – e que exigem presença policial imediata – são registrados de imediato. Toda a frota conta, além do GPS, do chamado botão de pânico, que é acionado pelo motorista em caso de emergência, reduzindo o risco de tragédias e de riscos para os passageiros. Câmeras estrategicamente localizadas nas estações-tubo gravam imagens que possibilitam e agilizam a apuração de irregularidades.

SEGURANÇA, ONDE ESTÁ?

A tecnologia contribui para a segurança dos usuários. Mas a presença das forças de segurança nos coletivos deve ser preventiva e contínua, para que o deslocamento das cerca de 1,4 milhão de pessoas que todos os dias usam o sistema de transporte seja seguro e confiável. Por ora, só um pequeno grupo da Guarda Municipal está preparado para essa tarefa.

Apesar dos bons serviços, os cuidados com a segurança e a infraestrutura precisam melhorar.

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MEMÓRIA HISTÓRICA / PRIMEIRO ÔNIBUS

Há exatos 90 anos, em outubro de 1928, circularam em Curitiba os primeiros ônibus urbanos. Concorriam com os bondes elétricos, que entraram em operação em 1912, substituindo os puxados por animais, desde 1887. A Companhia Força & Luz do Paraná era a responsável pela exploração das linhas de ônibus Rua XV/Vicente Machado; Rua XV/Batel; Marechal Floriano/Cemitério Municipal; Praça Zacarias/Água Verde; Praça Tiradentes/Juvevê e Praça Tiradentes/Colônia Argelina (que hoje é o bairro do Bacacheri).

A Colônia Argelina recebeu este nome porque foi colonizada por franceses originários da Argélia (possessão da França, na ocasião) e que imigraram para Curitiba.

Um dos primeiros ônibus da cidade
Um dos primeiros ônibus da cidade
GPS em painel de ônibus
GPS em painel de ônibus
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