

A edição de outubro da Revista Ideias publica mais uma reportagem da série sobre imigrantes e etnias que chegaram ao Paraná. O jornalista Diego Antonelli conta a saga dos imigrantes holandeses que desembarcaram no estado. Os pioneiros desembarcaram entre 1908 e 1909 e se estabeleceram primeiramente na Colônia Gonçalves Júnior, em Irati.
200 FAMÍLIAS
Incentivadas pelo governo brasileiro, que fomentava a vinda de colonizadores europeus, e movidas pela esperança de construir uma vida mais próspera em novas terras, cerca de 200 famílias de imigrantes vieram para a localidade. Surpreendidos pela propaganda enganosa, os imigrantes passaram fome e desistiram da vida em Irati.
Muitos resolveram abortar o plano imigratório e regressaram para a Holanda. Outros, porém, tentaram encontrar outras localidades nas proximidades para reconstruir suas vidas.
CARAMBEÍ
Em 1911 as famílias dos irmãos Jan e Leendert Verschoor e de Jan Vriesman aceitaram o desafio e deram uma nova chance à vida no Brasil.
Mudaram-se para o novo local, onde hoje é o município de Carambeí, e iniciaram a colonização holandesa na localidade. Hoje a cidade possui o Parque Histórico de Carambeí é o maior museu histórico a céu aberto do Brasil. Está localizado em um terreno de 100 mil m² e contabilizou, somente no ano passado, 120 mil turistas.
CASTROLANDA E ARAPOTI
Outras duas levas de imigrantes, segundo narra a reportagem, vieram para o estado. Castrolanda começou a ser desenhada em 1951, 40 anos após a chegada dos pioneiros às terras de Carambeí. Era a segunda leva de colonizadores holandeses que, dessa vez, desembarcaram no município de Castro. O pós-guerra e as incertezas de uma Europa em processo de reconstrução motivaram a saída de muitos holandeses de suas terras. O Paraná ainda assistiu ao nascimento de uma terceira colônia holandesa, a de Arapoti, em 1960.
FÉ E COOPERATIVISMO

A vinda desses imigrantes foi fomentada por uma comissão de imigração integrada por moradores das outras duas já existentes – Carambeí e Castrolanda.
A matéria, um bom documentário, é parte da série sobre imigrações que a revista de Fábio Campana vem desenvolvendo com Diego Antonelli, mostra que fé religiosa, muito trabalho e cooperativismo foram a chave do bem-sucedido projeto dos holandeses no Paraná.
Os holandeses do Paraná são, na maioria, membros da Igreja Reformada e também fiéis católicos.
Leia a matéria na íntegra: https://bit.ly/2yc2aDI



