quarta-feira, 1 julho, 2026
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OPINIÃO DE VALOR: A favor do voto útil…

Mario Jose Gonzaga Petrelli, fundador e presidente emérito do Grupo RIC PR/SC, volta ao assunto do voto útil (ele já discorreu sobre o assunto em artigo “Eleições: Mario Petrelli, novidades só frustraram o eleitor”, publicado por essa coluna no dia 5 de setembro, e comentário de Francisco Borsari Netto publicado em 13 de setembro na sessão “Dos Leitores”). Ele traz manifestações sobre o voto útil de Geraldo Samor e Paulo Delgado.

Geraldo Samor, Mário Petrelli e Paulo Delgado: Validade do voto útil
Geraldo Samor, Mário Petrelli e Paulo Delgado: Validade do voto útil

DE MARIO JOSÉ GONZAGA PETRELLI

Caro Murá,

Quando defendo o voto útil, para que o Brasil não tenha extremistas de esquerda e nem de direita, os petistas que afundaram o Brasil, o Bolsonaro que só surge em número maior pela estupidez de um lunático em esfaqueá-lo, ele tinha 17 segundos de TV por dia, e agora depois do acontecido surge a todo momento, isto cria no Brasil fato inédito na história da democracia, em que um preso condenado é artífice de uma eleição e põe um “poste”, como fez com Dilma, e do outro lado com medo da volta do período Dilma no Brasil, se fixam em um oficial de ESAO, com 7 mandatos de Deputado, ligado ao baixo clero, que elegeu Severino Cavalcanti, o primeiro Presidente da Câmara derrubado e que na função parlamentar se projetou em linha dura e violenta, que lamentavelmente eu diria que infelizmente quem planta colhe, que foi o que ocorreu tristemente.

Por isto passo-lhe esta matéria do Geraldo Samor, como também o artigo do Paulo Delgado, mineiro, deputado do PT por 6 vezes, um dos criadores do PT, casualmente nascido em Juiz de Fora, conhece a história do PT como ninguém, hoje como sociólogo, escritor, jornalista e analista político, continua no PT para divergir os métodos do PT, faz parte do Conselho Político e Social da Associação Comercial de São Paulo, onde pontificam figuras notáveis da política e economia brasileira, com a coordenação do Senador Jorge Bornhausen na área política e Roberto Macedo na área econômica.

EMBATES EMOCIONAIS

Conselho este formado por figuras notáveis da economia e política brasileira, inclusive Ministro do Judiciário brasileiro aposentado e seu modesto amigo, que tem a alegria de participar para acompanhar e ouvir os mais experientes, que me confortam com suas opiniões.

A hora é agora, não podemos ter embates emocionais, com preso condenado que já arruinou o Brasil, e agora da cadeia quer criar outro “Poste”, e no desespero de cerca 40 a 50% dos eleitores que não querem Lula nunca mais, buscam uma saída que não é a ideal, e que não existiria se não fosse vítima do ataque de um fanático, sem projetos e sem capacidade para assumir as rédeas do Brasil.

CONCILIADOR

O Brasil precisa de um conciliador e que exemplarmente foi eleito em São Paulo por 3 vezes Governador, ganhou eleição municipal de 2016 em todo Estado de São Paulo, principalmente no ABC, só perdendo em 1 município, entre os mais de 500 existentes em São Paulo.

Por isso lastimo que pessoas como Meirelles, Álvaro, que tem mandato por mais 4 anos no Senado, que poderia ajudar o Governo brasileiro, o Amoedo que cria o Novo, só para confundir, e estão criando o Brasil da faca e da cadeia.

Leia e julgue com sua experiência e correção, Geraldo Samor e Paulo Delgado.

Eu fico satisfeito do Borsari ter incorporado a esta opinião, e por isto passo a ele cópia deste e-mail.

Forte abraço,

MARIO JOSÉ GONZAGA PETRELLI,

Fundador e Presidente Emérito do Grupo RIC PR SC

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Nem PT, nem Bolsonaro

O risco dos extremos

Geraldo Samor/Brazil JournaI (*)

Em todo o Brasil, as placas de ALUGA-SE e VENDE-SE são a única ideologia que prospera e une um País fragmentado.

A economia está parada. O dinheiro não circula. Os empresários esperam o resultado das eleições para decidir se investem e geram empregos – ou se vendem suas empresas por não acreditar mais no Brasil. Cerca de 13 milhões de pessoas sofrem no limbo do desemprego, a maior das indignidades.

O Brasil não pode errar nesta eleição. E o erro, daqui a três semanas, tem dois nomes: Fernando Haddad e Jair Bolsonaro.

FERNANDO HADDAD

Na economia, Fernando Haddad representa o Partido que enterrou o Brasil na crise econômica atual – a primeira vez desde 1930 que a economia encolheu dois anos consecutivos. Só uma coisa foi mais destrutiva para o País do que a corrupção institucionalizada pelo PT: o Governo Dilma, que gastou dinheiro que não existia, criando uma conta de pelo menos R$500 bilhões de subsídios, desonerações tributárias e novos passivos que o País vai demorar mais de uma década para pagar.

Na política, Haddad representa um Partido incapaz de reconhecer qualquer erro, de fazer a menor das autocríticas. Desde sua fundação, o PT vende ao povo brasileiro a mais calhorda das mentiras: o monopólio da verdade. Se há governo, o PT é contra, mas se alguém é contra um Governo do PT, ele é tachado de ‘golpista’.

O PT votou contra a Constituição de 1988, aquela que marcou a redemocratização; foi contra TODOS os planos econômicos que tentaram acabar com a hiperinflação, incluindo o Plano Real. E, quando o Real elegeu um presidente tucano, desde o primeiro dia o PT gritou “Fora FHC”.

Antes de jogar a favor do Brasil, o PT sempre joga a favor de si.

Mas da mesma forma que, na lei da física, os opostos se atraem, os extremos se tocam no espectro político.

JAIR BOLSONARO

O oposto do PT é Jair Bolsonaro, um homem com uma visão de mundo atrasada, que em 27 anos de Congresso só conseguiu se sobressair quando o desespero de muitos brasileiros os faz buscar uma saída ‘a qualquer custo’ para nosso problema agudo de representação política.

Para aumentar sua viabilidade eleitoral, Bolsonaro tentou nos últimos meses uma conversão liberal apoiando-se num nome solitário, o de Paulo Guedes, um economista que até ontem não o conhecia e que defende ideias diametralmente opostas a tudo que Bolsonaro fez no Congresso. Chegamos a este ponto: um candidato a Presidente da República proclama que “não entende nada” de economia, “não vê problema nisso,” e terceiriza o mais grave problema do País.

Assim como o PT, o homem que pede aos empresários para confiar em seu Posto Ipiranga votou contra o Real, contra a quebra do monopólio das telecomunicações, contra o fim do monopólio do petróleo… e a favor do regime especial de aposentadoria para deputados e senadores. Ainda este ano, votou contra o cadastro positivo, que, de acordo com 9 entre 10 economistas, ajudaria a reduzir os juros no crediário.

Mas as contradições econômicas de Bolsonaro não são nada quando comparadas à sua visão da sociedade.

– No ano passado, num comício em Campina Grande, o candidato bradou: “Vamos fazer um Brasil para as maiorias! As minorias têm que se curvar às maiorias. As minorias se adequam, ou simplesmente desaparecem!” (https://www.youtube.com/watch?v=BCkEwP8TeZY).

MEDO DO PT

Seus instintos batem de frente com o esforço civilizatório que é a democracia ocidental. Nela, todos são iguais perante a lei, e cabe ao Estado – que detém o monopólio da força – proteger as minorias.

O Brasil que vota em Bolsonaro o faz geralmente por dois motivos: raiva contra o ‘status quo’ e/ou medo do PT. O medo ajuda o ser humano a sobreviver, mas costuma ser paralisante. Já a raiva é a mãe dos crimes passionais.

Diversos empresários já aderiram a Bolsonaro – confortáveis com a apólice de seguro representada por Paulo Guedes – sem pensar nas consequências institucionais para o Brasil de um ‘homem forte’ à la Erdogan, Putin, Maduro. Afinal, como se comportará Bolsonaro quando o Congresso e o Judiciário se mostrarem um entrave às suas propostas? É este o País estável que vai gerar confiança e atrair investimento?

RETORNO

Já o Brasil que vota em Haddad deseja o retorno a uma economia forte e inclusiva (associada à imagem de Lula), sem compreender que foi o próprio PT quem destruiu aquele sonho.

São duas seitas, cada uma com seu profeta.

Qualquer um destes dois vai aprofundar a polarização do País, jogando brasileiro contra brasileiro, ‘fascista’ contra ‘comunista’, maiorias contra minorias, a bala contra a faca.

E qualquer um destes – por motivos diferentes – manterá a economia num impasse. Haddad, porque terá que fazer as reformas que passou a campanha demonizando; Bolsonaro, por sequer acreditar que as reformas são necessárias (a menos que você acredite em sua conversão.)

Nisto, Haddad e Bolsonaro – que em tese são tão diferentes – tornam-se muito parecidos: ambos são vítimas de suas contradições internas, e seus governos seriam disfuncionais.

Mas o Brasil não precisa ser vítima deles.

Esta eleição está longe de ser decidida. Os petistas continuarão sendo petistas, e os bolsonaristas continuarão seguindo seu líder. Mas é o Brasil do meio – ponderado e racional – que vai decidir nosso futuro.

(*) GERALDO SAMOR, jornalista, fundador e diretor do Brazil Journal. Artigo publicado em 16/09/2018

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A luxúria da classe ociosa

Paulo Delgado, sociólogo e ex-deputado (*)

Tendência não deveria ser destino, especialmente num ambiente tão fluído e pulverizado como o atual. Por isso, atenção brasileiros, pois por mais que os eleitores falem sobre si mesmos, os que falam são filhos da desesperança de seus pais. Especialmente porque esta não é uma eleição de programa, é a última eleição sem programa. Há uma teoria da dificuldade de decidir nesta eleição, que tenho usado em minhas argumentações, onde há dois sequestradores prevalecendo. “Lula Preso”, e “Bolsonaro Ferido”,

1- O uso ilegal do tempo de campanha, fora do tempo eleitoral pelos dois – Bolsonaro e Lula – por tanto tempo criou uma ilusão coletiva que parece não exigir confirmação.

2- O embate entre mídias sociais e tempo de TV/partidos, está ainda francamente favorável às mídias.

3- Até agora, novas opiniões esbarram na preguiça do cérebro e no alto custo que impõe mudar de opinião.

4- A facada liberou o medroso de se dizer Bolsonaro, e os 50% de indecisos – os trancaruas como o foi Lula até agora, que só bateu e não apanhou de ninguém. Só que Lula, psicologicamente, de fato, nunca esteve preso, está livre e aprontando.

5- O desafio são os 40% de indecisos/desiludidos fixos. Quando a dissonância Haddad- Ciro-Marina diminuir e houver o predomínio de um, o desiludido vai começar a pensar por conta própria, forçando também a dissonância Alckmin-Bolsonaro se resolver a favor de Alckmin. Uma nova polarização pode estar em formação.

6- No quadro de hoje, Bolsonaro e Haddad; amanhã, quem sabe, Bolsonaro e Bolsonaro, que pode tirar a chance de segundo turno. Aí, na hora da urna, se Haddad prevalecer sobre Ciro e Marina, tende a dar ou Bolsonaro e Alckmin, ou Haddad e Alckmin, se o centro se mover em direção a Alckmin para evitar a vitória de Bolsonaro, que prevalece sobre Haddad, considerados reacionários iguais, à esquerda e à direita. Com Ciro a equação seria mais compreensível: pois Ciro pode bloquear Haddad.

7- O brasileiro não decide antes da hora pois quem decide a eleição é o menos interessado nela. Mas houve uma mudança e imposta pelos bem de vida: quem quiser ganhar tem que chegar desmoralizado na última semana. É uma visita guiada e Bolsonaro e Lula, dois iguais, decidiram caminhar juntos. Só você pode separá-los.

(*) PAULO DELGADO – Publicado em Notícias do Dia, Florianópolis, 18 de setembro de 2018

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