segunda-feira, 29 junho, 2026
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Opinião de Valor: Canário-da-terra

Por Edson Militão, jornalista, comentarista esportivo e empresário:

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“Estive de corpo presente em dois dos quatro jogos Brasil e Bélgica, um amistoso na Antuérpia em 1988 (Brasil 2×1) e no último deles, em Kobe, na Copa de 2002 (Brasil 2×0). Nos outros que acompanhei pelo rádio, duas goleadas – Bélgica 5×1 (1963) e Brasil 5×0 (1965). Sempre partidas alegres.

A Bélgica tem o DNA ofensivo, progressista, aberto. O Brasil, embora hoje mais compacto, também. Essa partida de Kazan pode resgatar os anos dourados da década de 60, com um festival de gols. Ou não. Pelo retrospecto do Brasil nessa Copa, não. Pela volúpia da Bélgica, sim.

Coutinho, Neymar e Willian deram lampejos de encanto. Se Gabriel Jesus ressuscitar sua essência, aí sim pode dar goleada. No entanto, os belgas são atrevidos, de sorte que Hazard, Lakuku e Courtois compõem o melhor ataque do Mundial.

É cenário interessante. O canário-da-terra brigando por um espaço na mesma gaiola de um louco canário-belga. Este de canto estridente, agudo. O nosso, espécie nativa da mais alta e vencedora plumagem.

Há que se ter coragem para cravar um resultado no escuro e que antecede uma quarta de final de Copa do Mundo. Mas, seguindo Gonzaguinha, não posso fugir da raia a troco de nada. Vai lá – com vênia a Audrey Hepburn, a cidadã belga mais linda e talentosa “Guerra e Paz”: 4 a 1. Brasil na semifinal”.

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