domingo, 28 junho, 2026
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FUTEBOL: A HISTÓRIA SEM FIM DO QUEM É QUEM NO MUNDIAL DE CLUBES

O ex-presidente da Fifa, Joseph Blatter, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin: ele riu, mas ri de quê?
O ex-presidente da Fifa, Joseph Blatter, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin: ele riu, mas ri de quê?

Vivemos a Copa do Mundo da Rússia e o futebol é assunto em qualquer mesa de bar ou roda de porrinha. Joseph Blatter, ex-presidente da Fifa, afastado sob denúncias de corrupção, disse em entrevista à Folha que o Palmeiras, é de fato, o primeiro campeão mundial. Riu e isso foi suficiente para que a equipe do jornal lembrasse que o reconhecimento do título ao time paulista, em 1951, antes mesmo da Libertadores da América existir (o torneio só teria início em 1960), se deu durante o Mundial no Brasil, em 2014, sob pressão de Aldo Rebelo (Ministro do Esporte, palmeirense) e de Marco Polo Del Nero (então dirigente da CBF e conselheiro do Palmeiras). Só faltou dizer que estávamos sob o governo petista, a presidente era Dilma e, nos EUA, a bola ainda estava com Barack Obama, o mais querido de todos. A relação entre uma coisa e outra é a que se quiser dar. É o que a Folha (Juca Kfouri, corintiano, entre eles) quer dar. A de que houve pressão política para que o Palmeiras ganhasse o título sem disputar aquele torneio mundial, que só desde 2005 é reconhecido pela Fifa.

DE 15 EM 15 MINUTOS

Sem dar ganho de causa a um ou a outro, convém lembrar que houve um mundial organizado pela entidade, perdido no tempo, 2000, e no espaço, no Brasil, estranhamente sem considerar os campeões continentais. O Palmeiras, vencedor da Libertadores em 1999, vice em 2000, ficou de fora. O Boca Juniors, campeão mundial da Libertadores em 2000, ficou de fora. Já Corinthians e Vasco foram incluídos no rol de competidores, disputaram a final, e o Corinthians sagrou-se vencedor. É difícil engolir. Os corintianos dirão que foi um torneio legítimo, deixando de lado o fato que o Boca Junior bateu o Real Madrid naquele mesmo ano no Mundial de Clubes organizado pelo Japão, torneio este que depois seria reconhecido    pela Fifa. É difícil entender. Pela mesma ótica,  há legitimidade na competição de 1951 com 14 clubes, entre eles a Juventus de Milão. O Palmeiras empatou em 2 a 2 com a equipe italiana na final e precisava só do empate. Levou o caneco com a presença de 150 mil torcedores no Maracanã. Foi o ‘Maracanazo’ a favor e se ninguém deu pelota – não dá até hoje – paciência. Diz muito nosso o nosso desprezo à história e o nosso desprezo à memória. De 15 em 15 anos o brasileiro esquecia o que acontecia nos últimos 15 anos. Hoje esquece o que aconteceu nos últimos 15 anos. Por esse viés, é fácil entender por que Bolsonaro frequenta o hit parade. Por esse viés, é fácil entender por que Lula, preso e mais sujo do que pau de galinheiro, ainda é o preferido por 30% dos brasileiros que manifestam sua intenção de voto.

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