A vida é difícil, quem disse que seria fácil?

Primeiro a patriotada daquele locutor que todos conhecem:
“Neymar caiu no choro. Ele é um bom menino. Ele é um cara bacana”.
Aos 45 do segundo tempo, Firmino escorou bola de cabeça na segunda trave, Jesus (só Jesus salva!) dominou, girou e ia perdendo a disputa da bola com o zagueiro da Costa Rica quando Philippe Coutinho passou feito trator e chutou para o gol. A seleção brasileira tirou o zero do placar e conquistou a primeira vitória na Copa da Rússia.
QUASE VAIA
Calou não o grito de gol, mas a estrondosa vaia da torcida nos quatro cantos do mundo. Vaia que, aliás, no Brasil, se manifesta até no minuto do silêncio (copyright Nelson Rodrigues).
O CAI-CAI DE SEMPRE
A seleção brasileira não jogou bem. Neymar não jogou bem. Ó céus.
Economizou-nos a todos com aquele visual “calopsita” da partida contra a Suécia, mas manteve intacta a sua fama de cai-cai. Acreditava-se que o craque, sim ele é um craque, jogando há tanto tempo no futebol europeu, tiraria de seu currículo essa mania de dobrar o joelho e de se atirar no gramado, mesmo quando a falta é um fato. Mas ele continua o mesmo. Para o bem ou para o mal.
A RETRANCA ÓBVIA
Vencer um time retrancado como a Costa Rica não deveria ser missão difícil para a equipe comandada por Tite, afinal faz parte da rotina. O Brasil, raras exceções, só enfrenta times retrancados (vide eliminatórias).
ESCRETE CANARINHO OU CALOPSITA, SEI LÁ
Se não consegue transpor a defesa com aquele talento que esbanja com quatro jogadores de frente, algo está errado. E muito errado. Como será daqui para frente? Bom, o Brasil enfrenta a Sérvia na próxima quarta-feira (27) e não será lá uma chupeta, como dizem por aí. Pode estar em disputa o primeiro lugar no grupo. Se não arrumar a casa, Tite irá sofrer. A torcida irá sofrer. Depois do gol da seleção, o técnico tropeçou na comemoração e quase provou do gramado do campo russo. Menos, companheiro. Depois, já nos 52 minutos, Neymar fez o segundo. Mas era só a cereja no bolo. Um bolo amargo, diga-se porque nada tranquilo para o escrete que já foi canarinho e hoje tem uma calopsita (ou uma ex-calopsita) em seu elenco. A vida é difícil, torcida brasileira, mas quem disse que seria fácil?
