
Pode demorar seis meses, um ano ou pouco mais. Mas o certo é que vai nascer uma nova cidade – o nome oficial poderá ser ‘Cidade Nova’ – numa área privilegiada da Região Metropolitana de Curitiba, rodovia Curitiba-Paranaguá, próximo ao Contorno Leste.
As dimensões do projeto são enormes, englobam 2,2 milhões de metros quadrados de área, e sua consecução é coisa certa: tem a assinatura do empreendedor e banqueiro Joel Malucelli, que comprou a cobiçada antiga Fazenda de Rui Gândara (defronte à Renault), para erguer o condomínio.
E chamou para associar-se a ele uma das muito respeitáveis organizações imobiliárias, a paulista DHMA, com larga tradição no ramo.
TODA INFRAESTRUTURA
Para se ter ideia da dimensão da já chamada (provisoriamente) de ‘Cidade Nova’, anote-se: lá serão construídas mil residenciais. Vão atender a um público bem definido: classes B e C (máximo R$ 12 mil de renda).
Os trabalhos de implantação caminham. Esbarram, por ora, em liberações ambientais do IBAMA e Instituto Ambiental do Paraná (IAP).
PLANO DIRETOR
Fontes da Prefeitura de Piraquara, em cujo município localizam-se as terras da futura ‘Cidade Nova’, admitem que o projeto ainda estaria sujeito a alterações do plano diretor da cidade, o que não é confirmado pelo grupo Malucelli.
Essa “revolução imobiliária” prevê, claro, toda a infraestrutura urbana necessária: água, esgoto, luz, asfalto, escolas e, até, uma igreja.

PADRE REGINALDO
Segundo fontes da coluna, o espaço destinado a uma igreja poderia contemplar um santuário católico a partir do qual padre Reginaldo Manzotti – um dos padres midiáticos mais conhecidos do país – instalaria uma paróquia e a sua Fundação (Rádio e Televisão) Evangelizar.
PARA RESOLVER
Se isso ocorrer, Manzotti terá de resolver duas questões legais, do ponto de vista de Direito Canônico: como se mudar da área térrea da Igreja de Guadalupe, em Curitiba, onde sua fundação hoje funciona, já que a instituição legalmente tem vínculos com a Arquidiocese de Curitiba. Caso se mude de malas e bagagem para Piraquara, Manzotti terá de acertar-se com a Diocese Católica de São José, em que, do ponto de vista canônico, localiza-se a área de Malucelli.
Em qualquer circunstância, o projeto é visto como “benção”. Desde que, naturalmente, garanta eficiente financiamento bancário às combalidas classes B e C.
