
Doutor em Ecologia na França, depois de lá ter se graduado em Agronomia, Evaristo Eduardo de Miranda é um especial quadro da Embrapa, de cuja área de Monitoramento Ambiental por Satélite, em Campinas, é diretor.
Sua tese foi trabalhada a partir de estudos, “in loco”, sobre oligoelementos, feitos no Benim, África.
Poucos quadros públicos têm o “background” científico como o dele, dono de obra técnica acima de contestações.
Diretor do Instituto Ciência e Fé de Curitiba (“Fidelis et Constans”), ele é requisitado no Brasil todo. Sua vida acadêmica compreendeu orientações de várias teses de mestrado e doutorado, no Brasil e exterior.
Na semana próxima, ele falará em São Paulo num Summit internacional de Agricultura.
Insistente em sua pregação de que o Brasil seria exemplar na defesa do meio ambiente, qualidade, segundo ele, não encontrada em outro país, passo ao leitor esta observação de Evaristo sobre o tema, publicado no jornal “Universidade”, do mesmo Instituto Ciência e Fé de Curitiba (vide web): http://www.cienciaefe.org.br/
ÁREAS PROTEGIDAS

“Quinto país do mundo em extensão territorial, o Brasil é o primeiro em áreas protegidas, segundo dados da Unep e do WCMC. O Brasil destina 30% de seu território – mais de 2,5 milhões de quilômetros quadrados (km2) – para áreas protegidas, sejam unidades de conservação, sejam terras indígenas. As áreas terrestres protegidas pelo Brasil representam 14% de todas as existentes no planeta (18 milhões de km2) e mais da metade do total destinado à proteção na América Latina e Caribe.
SÃO 2,5 MILHÕES DE KM2
A média de áreas protegidas em todos os países com mais de 2,5 milhões de km2 de extensão é de 10%, contra 30% no Brasil. Como afirma o Protected Planet Report da Unep de 2016, o Brasil detém e mantém “a maior rede nacional de áreas protegidas do mundo”.
ÁREAS PRESERVADAS
Na zona rural brasileira, uma legislação ambiental exigente determina a manutenção de áreas destinadas à preservação da vegetação nativa, no interior dos imóveis rurais. Essa área varia de 20% do imóvel até 80%, naqueles situados na Amazônia. O mapa dessas áreas foi detalhado nos últimos três anos pelo Cadastro Ambiental Rural (CAR), em mais de 4,1 milhões de imóveis.
SEM SUBSÍDIOS
Hoje, os produtores rurais destinam à preservação da vegetação nativa e da biodiversidade uma área superior a 1,7 milhão de km2, no interior de seus imóveis e sem qualquer subsídio governamental. Isso corresponde a 20,5% da superfície do Brasil.
ÁREAS PRESERVADAS
Existem ainda, no Brasil, amplas áreas de vegetação nativa em terras públicas. E, também, muitos ecossistemas são explorados de forma sustentável e secular por atividades de pecuária extensiva. Isso conserva a vegetação nativa e a biodiversidade, como ocorre no Pantanal, Caatinga, Cerrados, Pampa e Campos de Altitude. No total, o Brasil dedica mais de 66% de seu território à proteção, preservação e conservação da vegetação nativa e da biodiversidade, conforme pode ser visto no mapa sobre uso e ocupação das terras no Brasil. As pastagens ocupam 21% do território nacional e todos os cultivos e florestas plantadas, apenas 9%. Mesmo assim tem gente achando que é pouco os 66% e muito os 9%.”
