
Bem aprumado noticiário do Centro Universitário Uninter dá conta que a instituição criada e comandada pelo professor Wilson Picler ganhou, pelo oitavo ano consecutivo, o Prêmio Top de em Educação, categoria Pós Para Docentes. E apresenta ainda uma série de reconhecimentos do MEC aos diversos cursos desta instituição que hoje tem pelo menos 110 mil alunos espalhados pelo Brasil. Ensino a Distância e Presencial.
NÃO SURPREENDE
Não fico surpreso com o feito. Ele apenas me confirma o que sei há muitos anos, desde quando a professora e psicóloga Leomar Marchesini me apresentou o professor Picler. E, no ano seguinte, o fiz personagem de meu livro Vozes do Paraná, Retratos de Paranaenses, volume 5.
As premiações da instituição Centro Universitário Uninter – e as sucessivas boas notas que o MEC confere a seus cursos -, apenas confirmam o que intui anos atrás.
INTUIÇÕES
A mais forte daquelas percepções foi a de que se estava diante de um empreendedor que, logo, se tornaria um autêntico ‘tycon’ da vida educacional e empresarial do Paraná.

A história de Picler é, para dizer o mínimo, instigante, e sugere de que forma um certo “estava escrito” pode confirmar o destino dos mortais.
Tudo começou quando ele e o irmão, Edmilson, deixaram de trabalhar na oficina mecânica do pai e se mudaram para Curitiba. Aqui, admitidos depois de muitos estudos no antigo CEFET-PR, Wilson em Técnico em Eletricidade, ele daria exemplo de tenacidade: depois das aulas saia a bater de porta em porta, oferecendo seus trabalhos para consertos de aparelhos elétricos, com o que se mantinha, ao lado do irmão, Edmilson, também aluno do CEFET.
PEDE UM LIVRO
A história de Wilson Picler dá mesmo um grande livro, reclama que se registre os passos de alguém que tem papel especial na História da Educação do Paraná. E, em consequência, começou a fazer parte dos donos dos maiores PIBs paranaenses.
Estaria exagerando com a afirmativa?
Não.
“VOOS DO CONHECIMENTO”
Anote apenas um detalhe dessa grande aventura em que Picler se embrenharia com o seu Centro Educacional Uninter: percebendo o sinal dos tempos, a ânsia de populações do Brasil por cursos de pós-graduação, Picler criou o que denominei de “voos do conhecimento”.
Foi quando contratou aviões para, a partir das sextas feiras levarem, de Curitiba, Mestres e Doutores a 12 estados brasileiros – Sul, Norte, Leste, Nordeste e Norte – para que ministrassem cursos de Pós-Graduação.
Nas segundas, os aviões voltavam com os sábios passageiros.
FARO CULTURAL
Picler inaugurou, assim, com o seu então Instituto Brasileiro de Pós-Graduação (IBEPEX) maneira inteligente e supletiva à do Estado de qualificar pessoal em cursos latu e stricto sensu.
Mais um detalhe: o faro cultural do professor, ainda um homem simples, com Mestrado em Física pela Unicamp, contemplou a área central de Curitiba. Pois com a instalação da antiga Facinter/Uninter nos edifícios Garcez e Prosdócimo (este na Praça Tiradentes) ele colocou em prática a tão reclamada valorização do Centro de Curitiba.

