segunda-feira, 11 maio, 2026
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TEMPOS MUITO ESTRANHOS

Médici, Guevara, Geisel, Churchill
Médici, Guevara, Geisel, Churchill

Vivemos tempos muito estranhos, mas não extremos.

Fala-se em golpe, em intervenção militar, em ditadura, quando o remédio, todos sabemos, é aquele mesmo: democracia. Mais democracia. Sempre democracia.

O BANANÃO QUE NUNCA FOI

Para um país que, desde sua independência, foge da maldição da República das Bananas, o que, lembra o jornalista Ruy Castro, jamais foi nossa “vocação agrícola”, democracia pode ter um gosto ruim, mas paradoxalmente é bom. Nós vivemos nela. Há 27 anos e contando.

FAKE NEWS

As redes sociais costumam criar clubes de ódio e, cá entre nós, o facebook é o pior lugar do mundo. Quando é a audiência quem produz o conteúdo, alguma etapa foi subtraída no processo. Muito provavelmente a veracidade da informação. Por isso a fake news tem espantado tantos anunciantes promissores da internet. Desse clube não quero ser sócio.

“Jamais faria parte um clube que me aceitasse como sócio”.

NOSTALGIA BISONHA

Os jovens são impetuosos, os mais velhos saudosos. Quem clama por intervenção militar deseja o quê? O mesmo cenário da Venezuela? A mim basta ver as fotos que enfeitam os perfis nas redes sociais. Ernesto Geisel? Médici? Che Guevara fotografado por Korda? De imediato, ajoelho e rezo para Sir Winston Churchill:

“A democracia é a pior forma de governo, exceto todas as demais”.

NÃO FOI, NÃO É E NÃO SERÁ FÁCIL

Meus amigos, meus inimigos. Os tempos são muito estranhos, mas não são extremos. Pensem bem. Tudo o que o inimigo mais deseja – e inimigo aqui é aquele que vestir a carapuça – é transformar um Zé Ninguém em mártir.

Se eu fosse vocês, de verdade, não daria essa colher.

Os tempos são difíceis, mas quem disse que seria fácil?

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