terça-feira, 27 outubro, 2026
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Regeneração: Natura lança Plano de Transição em Natureza

Assessoria – A Natura anuncia o lançamento do Plano de Transição em Natureza, que reúne ações para reduzir os impactos de suas operações sobre os recursos naturais e contribuir para a recuperação da biodiversidade. O documento funciona como um mapa que mostra como a empresa fará a gestão do negócio conectado à natureza para garantir uma transição regenerativa que integre negócio, pessoas e natureza.

“O nosso Plano de Transição em Natureza tem como objetivo ampliar a integração entre o negócio e a natureza e deixar a natureza melhor do que a encontramos, considerando a nossa cadeia de valor. Para alcançar isso, mapeamos toda a nossa operação — desde a extração da matéria-prima até o descarte das embalagens pelo consumidor — garantindo uma visão completa e transparente dos nossos impactos, dependência, riscos e oportunidades. Essa iniciativa assegura também a sustentabilidade de longo prazo do nosso negócio”, diz Angela Pinhati, diretora de sustentabilidade da Natura.

O que muda na prática

Atualmente, a Natura mede e gere seu impacto integrado por meio do Integrated Profit & Loss (iP&L), considerando quatro capitais: Natural, Humano, Social e Financeiro. Em 2025, a cada um real de receita da companhia, cerca de 4 foram gerados em impacto positivo. Contudo, o Capital Natural é o único que ainda apresenta saldo negativo. A partir desse diagnóstico, o Plano de Transição em Natureza guia a evolução da empresa em direção a um modelo de regeneração em todos os capitais. O Plano mostra que 96,88% da pegada de biodiversidade da Natura está concentrada na cadeia de fornecedores e o trabalho com esses parceiros é a prioridade.

O plano prevê, por exemplo:

  • Ampliar projetos de cultivo que contribuam para a regeneração ambiental, como o SAF Dendê, sistema agroflorestal que combina a produção agrícola com o cultivo de árvores nativas;
  • Ter 100% do volume das nossas cadeias críticas de fornecimento livres de desmatamento e de conversão da vegetação nativa;
  • Chegar a 100% de embalagens reutilizáveis, refiláveis ou compostáveis até 2030, ante os atuais 90% do portfólio.

Cuidar do clima e da natureza são ações complementares

A Natura não olha para a natureza e a biodiversidade de forma isolada. A companhia conecta o novo documento às estratégias anteriormente anunciadas, como a Política de Biodiversidade, com foco em pesquisa e desenvolvimento de produtos, modelo de relacionamento com comunidades, cadeias de abastecimento e operações; o Plano de Transição Climática, com o objetivo de zerar as emissões de gases de efeito estufa; e a Visão 2050, um planejamento de longo prazo para que a empresa seja 100% regenerativa até 2050.

Para elaborar o documento, a Natura seguiu as recomendações da TNFD, iniciativa internacional que orienta empresas a avaliar e reportar a sua relação com a natureza, e a abordagem LEAP. A análise percorreu as etapas que vão da obtenção de matérias-primas ao destino dos produtos e das embalagens após o uso.

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