sexta-feira, 25 setembro, 2026
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Deltan admite que quer provocar nova eleição para o Senado

Plural – Em nota divulgada nesta quinta-feira (24) para comentar a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) que determinou a remoção de seu perfil no Instagram, o candidato suspenso ao Senado Deltan Dallagnol (Novo) disse preferir a realização de uma nova eleição caso tenha sua candidatura indeferida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Na nota, o ex-procurador da Lava Jato demonstrou não se preocupar com os custos exigidos para a organização de uma nova eleição, nem com o desgaste político que seria gerado pela situação. Ele deu a entender que o principal objetivo de sua candidatura é impedir a eleição da candidata do PT Gleisi Hoffmann.

“Quando eu não posso fazer campanha, a Gleisi ganha. E, se eu ganhar a eleição, ainda que me tirem depois, a Gleisi perde, porque haverá nova eleição e elegeremos juntos um candidato de direita.” Deltan Dallagnol, em nota divulgada nesta quinta-feira (24).

Dallagnol voltou a atacar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e o TSE. Segundo Deltan, o ministro Floriano de Azevedo Marques, que deu a liminar para suspender sua campanha, no último dia 8, é “amigo do Moraes”. Na terça-feira (21), o pleno do TSE manteve a campanha suspensa por 5 votos a 2 – só votaram para derrubar a liminar os ministros André Mendonça e Kássio Nunes Marques, indicados ao STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

“A Justiça Eleitoral me deu um dia para eu derrubar o meu Instagram. Eu sou o único candidato da história do Brasil proibido de fazer campanha graças ao amigo do Moraes e do amigo do amigo do meu pai”, afirmou. “Sou candidato, meu número está na urna, estou com o registro deferido e as pessoas podem votar e pedir voto em mim. Mas eu não posso falar“.

Deltan teve o mandato de deputado federal cassado em 2023 pelo TSE com base na Lei da Ficha Limpa, cuja aprovação ele mesmo defendeu. Segundo especialistas em Direito Eleitoral, se Dallagnol for eleito e o TSE decidir depois da eleição que ele está inelegível, todos os votos dados ao ex-procurador serão anulados. Neste caso, se ele ficar entre os dois primeiros na votação, será necessária a realização de uma eleição suplementar para a escolha da segunda vaga do Paraná no Senado. Isso também poderá ocorrer se o TSE considerar Deltan inelegível quando as urnas eletrônicas já estiverem lacradas, sem a possibilidade de retirar o nome do candidato.

“Candidatura nunca foi séria”, diz advogado do PT

Para o advogado da Federação Brasil da Esperança no Paraná, Luiz Eduardo Peccinin, o objetivo de Deltan Dallagnol sempre foi eleger um candidato de direita em uma eleição extra para o Senado. “Desde o início do ano temos denunciado a verdadeira intenção de Deltan Dallagnol em registrar uma candidatura sabendo que estava inelegível: forçar a anulação das eleições para eleger um aliado em novo pleito suplementar“.

Ele destacou que, após a decisão do TSE, o ex-procurador e aliados, como o candidato ao Senado Filipe Barros (PL) vêm fazendo propaganda irregular. “Agora que o plenário do TSE confirmou que ele é, de fato, Ficha Suja, Deltan confirma nossas alegações e assume que sua candidatura nunca foi séria. Mesmo com sua candidatura suspensa, ele e seus aliados têm procurado descumprir a decisão do TSE e seguir enganando o eleitorado paranaense“.

Pesquisa Quaest: eleição de governador deve ir para o 2º turno

Blog Politicamente – Uma nova Pesquisa Quaest foi contratada pela RPC, afiliada da Rede Globo no Paraná, e divulgada nesta quinta-feira (24). Sergio Moro (PL) aparece com 36% das intenções de voto no cenário estimulado — segue liderando a corrida eleitoral, porém sem a margem para pensar em vitória no 4 de outubro.

Requião Filho (PDT) e Sandro Alex (PSD) vieram empatados na Quaest com 20% cada. Na espontânea cresceram 57% e 125%, respectivamente. O candidato do PDT subiu de 7% para 11% e Sandro Alex foi de 4% para os atuais 9%. O primeiro tem, segundo a Quaest, potencial de crescimento de 36%, enquanto Sandro tem 34%.

Neste panorama, da pesquisa estimulada, a disputa pelo Governo do Paraná seria decidida no 2º turno — com uma vaga assegurada ao candidato do PL e a outra sendo disputada.

A Quaest simulou ainda cenários de 2º turno, com vantagem para o ex-juiz da Lava Jato. Moro venceria Sandro Alex por 43% a 29% e também Requião Filho pelo placar de 48% a 32%. Estas simulações, no final de agosto eram mais vantajosas ao candidato do PL. Na pesquisa feita em 24 de agosto, Moro tinha 48% contra 19% num eventual segundo turno contra Sandro Alex; e 51% contra 27% do pedetista. A diferença para ambos diminuiu.

Greca quer expandir planejamento com “Ippucs pelo Paraná”

Assessoria – O candidato a vice-governador Rafael Greca (MDB) voltou a defender nesta quinta-feira (24), em entrevista ao podcast ThunderCast, o projeto de criação de uma rede de institutos regionais de planejamento no Estado.

Inspirada na experiência do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), a proposta prevê estruturas voltadas às diferentes regiões, conforme características e demandas locais. A iniciativa integra o programa de governo da coligação A Mudança Continua, com o candidato a governador Sandro Alex (PSD).

A proposta pode ocorrer com a criação de um ou mais institutos, ou incorporando um novo modelo de atendimento nas Secretarias do Planejamento ou Cidades. O plano prevê uma estruturação orientada para o Litoral, Ponta Grossa e Campos Gerais; Guarapuava e Centro-Sul; Sudoeste; Noroeste; Maringá; Londrina; RMC; Vale do Ribeira e Norte Pioneiro.

Segundo Greca, esses Ippucs regionais terão articulação com as pastas que executam investimentos diretos e considerarão as particularidades de cada território na hora da liberação dos recursos. “Não se trata de copiar o modelo de Curitiba, se trata de ouvir os arquitetos, engenheiros, os técnicos e organizar o modelo adequado em cada região”, afirmou.

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