Por Sumi Costa – Quando Os Jetsons mostrava uma família cercada por botões, robôs e aparelhos automáticos, aquela casa parecia pertencer a um futuro muito distante. Mais de meio século depois, iluminação, climatização, cortinas, segurança e até o piso aquecido já podem funcionar de forma conectada. A diferença é que a nova geração da casa inteligente quer menos comandos espalhafatosos e mais soluções discretas para a rotina. “Automação não deveria ser percebida pelo morador o tempo todo. O objetivo é que a tecnologia resolva situações antes que a pessoa precise pensar nelas”, afirma Euclides Ciruelos, diretor da HOTFLOOR Piso Aquecido e mentor da SmartLy.
Na prática, as persianas podem acompanhar a incidência solar, a climatização pode ser acionada antes da chegada dos moradores e a temperatura de cada ambiente pode seguir horários programados. Integrado às soluções de automação residencial da SmartLy, o piso aquecido elétrico da HOTFLOOR passa a operar conforme as necessidades de cada espaço. Já o Controle Inteligente de Demanda distribui o consumo elétrico e reduz picos de carga. “A automação possibilita manter o conforto térmico utilizando apenas a energia necessária, além de evitar sobrecargas e aumentar a confiabilidade das instalações”, explica Ciruelos.
A integração ganha ainda mais importância diante das mudanças climáticas e do aumento do uso de sistemas de climatização. Para Ciruelos, arquitetura, isolamento térmico, ventilação, sombreamento e eficiência energética precisam ser pensados em conjunto. “Precisamos deixar de projetar edifícios para o clima do passado e começar a projetá-los para o clima do futuro”, destaca. A empregada-robô Rosie talvez ainda não tenha chegado para arrumar a casa, mas parte da promessa dos Jetsons já virou realidade: a tecnologia começa a cuidar do ambiente sem exigir atenção o tempo todo. Afinal, a casa mais inteligente pode não ser a que tem mais aparelhos, mas aquela em que tudo funciona, quase como num desenho animado.
Pé na Areia acompanha novo momento do mercado imobiliário de Guaratuba

O mercado imobiliário de Guaratuba começa a trocar a velha ideia da casa de praia usada apenas no verão por imóveis preparados para receber moradores durante o ano inteiro. É nesse cenário que surge o Pé na Areia, empreendimento da Construtora Bouw comercializado pela Zireh. Localizado em frente ao mar, na Avenida Visconde do Rio Branco, no Balneário Eliane, o residencial tem projeto do Estúdio Convexo Arquitetura, com linhas horizontais, grandes aberturas e ambientes voltados à paisagem. “A proximidade com o mar continua sendo determinante, mas já não é o único critério de escolha”, afirma Henry Fuckner, diretor da Zireh.
Com apartamentos de 78,07 a 248 metros quadrados, o projeto reúne diferentes configurações, incluindo unidades garden e terraços privativos de até 200,50 metros quadrados. O conforto foi pensado também para os dias em que o litoral troca o sol pelo vento e pela umidade: os imóveis terão ar-condicionado, aquecedores de passagem, janelas de alta performance, isolamento acústico, automação residencial e fechaduras eletrônicas. O empreendimento contará ainda com portaria remota e carregadores para carros e bicicletas elétricas. “O alto padrão deixou de ser definido apenas por metragem ou acabamento. Hoje, está diretamente relacionado à experiência de uso”, observa Fuckner.
O lançamento acompanha uma fase de valorização dos imóveis próximos à orla, com preços anunciados entre R$ 8,5 mil e R$ 9 mil por metro quadrado em unidades de médio e alto padrão, segundo levantamento publicado pelo Bem Paraná. Guaratuba também passou de 42.062 habitantes, no Censo de 2022, para uma população estimada em 44.913 pessoas em 2025, de acordo com o IBGE. Somada à nova ligação rodoviária sobre a Baía de Guaratuba, essa expansão ajuda a colocar a cidade em um novo ciclo. No Pé na Areia, o nome mantém o clima de férias, mas a proposta é outra: fazer do endereço à beira-mar um lugar para morar, conviver e investir em todas as estações.
Central de Vendas permite conhecer a vista do apartamento antes da obra ficar pronta

Comprar um apartamento na planta sempre exigiu uma boa dose de imaginação, mas a tecnologia começa a facilitar esse exercício. A TUO Empreendimentos inaugurou em Curitiba uma Central de Vendas com apartamento decorado, projeções e uma sala imersiva que antecipa a experiência do futuro morador. Durante a abertura, realizada em 29 de agosto, o Ilúnia, novo residencial da incorporadora, atingiu 50% das unidades comercializadas.
No decorado de 64 m², com dois dormitórios e duas suítes, uma projeção na sacada reproduz a vista correspondente a cada andar. Já na sala de experiências, vídeos apresentam as áreas comuns e ajudam o visitante a compreender melhor a arquitetura do empreendimento. “O cliente quer entender como será sua rotina, visualizar a vista da unidade e perceber de que maneira os espaços serão vividos”, afirma Tiago de Mio, diretor da TUO. Projetada pelo arquiteto André Bertoluci, a Central também possui bar, café, área de convivência e uma arquitetura versátil, preparada para receber os próximos lançamentos da marca.
O Ilúnia será construído na Rua Ubaldino do Amaral, próximo ao Mercado Municipal e à Rodoferroviária, com entrega prevista para julho de 2030. O projeto terá studios e apartamentos de até duas suítes, além de piscina coberta e aquecida, coworking, lavanderia, marketplace, salão de festas, Sky View e Sky Bar. Implantado em um terreno elevado, promete vista panorâmica para Curitiba e para a Serra do Mar. Enquanto o prédio ainda não sai do chão, ao menos uma dúvida já pode ser resolvida: qual será a paisagem vista da janela. (Imagem Leandro Previdi)
Um guia para viver o Batel além do endereço

Mais do que indicar restaurantes, colégios, mercados, academias, centros médicos e espaços de lazer, o Guia Afetivo do Batel propõe um passeio pelo cotidiano de um dos bairros mais desejados de Curitiba. Criada pela MDGP Incorporadora, a publicação física reúne endereços próximos ao Francisco 909, empreendimento da empresa na Rua Francisco Rocha, e integra a campanha “Nós amamos o Batel”. A ideia não é apresentar um roteiro turístico, mas mostrar como os lugares ao redor ajudam a construir a relação dos moradores com o bairro.
O Batel retratado no guia ganhou os traços da artista visual e ilustradora curitibana Julia Barra, cuja produção transita entre desenho, pintura e técnicas mistas. Ela transformou estabelecimentos e pequenas cenas da região em ilustrações que destacam o lado afetivo da vida urbana, aquele formado pelos caminhos habituais, pelas lojas conhecidas e pelos endereços que acabam fazendo parte da rotina.
A arte também terá espaço no Francisco 909, que contará com um painel de azulejos criado especialmente pelo escritório Burle Marx e visível para moradores e pedestres. O projeto reúne arquitetura da Arquea, interiores de Boscardin Corsi e paisagismo do escritório Faisal Arquitetos Paisagistas. Lançado em 16 de setembro, junto à abertura do plantão de vendas, o guia pode ser retirado gratuitamente na Rua Francisco Rocha, 909. Uma forma de conhecer o Batel não apenas pelo mapa, mas pelas experiências que dão personalidade ao bairro.
Quando a chuva vira teste para os encanamentos

A sequência de dias chuvosos pode revelar problemas que permaneciam escondidos sob pisos, quintais e áreas comuns dos condomínios. Ralos lentos, mau cheiro, borbulhamento, transbordamentos e água retornando são sinais de que a rede pode estar parcialmente obstruída ou apresentar ligações inadequadas entre os sistemas pluvial e de esgoto. A chuva, sozinha, não costuma causar o entupimento, mas funciona como um “teste de estresse” para tubulações que já acumulam gordura, cabelos, sedimentos e outros resíduos.
Segundo Vinícius Nass, CEO da Hidrocano, um problema iniciado em determinado ponto pode comprometer outras partes do imóvel. “Quando começa a transbordar a caixa de gordura, ela passa para a rede de esgoto. Então, você não vai ter entupimento somente na rede de gordura, também pode comprometer a rede de esgoto”, explica. Um teste simples é acionar a descarga e observar os ralos: se a água subir, pode haver uma obstrução na rede principal. Em condomínios e edifícios comerciais, no entanto, a avaliação profissional é importante porque o local onde o sintoma aparece nem sempre é a origem do problema.
Para enxergar o que acontece dentro das tubulações, pequenas câmeras de inspeção ajudam a localizar obstruções, danos e pontos recorrentes, reduzindo intervenções por tentativa e erro. O histórico das imagens também permite planejar manutenções preventivas. A orientação da Sanepar é manter a água de telhados, calhas e pátios separada da rede de esgoto, evitando sobrecargas e refluxos. “Quanto mais cedo se identifica o problema, maior é a possibilidade de agir antes de chegar ao transbordamento”, reforça Nass. Afinal, quando o encanamento começa a se manifestar em dias de chuva, talvez não seja apenas mau humor da casa, mas um pedido de socorro vindo debaixo do piso.

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*Formada em Relações Públicas e Jornalismo pela UFPR, Sumi Costa atua em Assessoria de Imprensa desde 1997. Com trajetória consolidada na comunicação institucional e produção de conteúdo, assina esta coluna voltada a projetos criativos, novos produtos, tendências do morar e os bastidores do setor imobiliário.
